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Meia de Buenos Aires bate recordes mundial e brasileiro

Kejelcha cravou 56:51 com último quilômetro a 2:32, enquanto Núbia Oliveira quebrou marca nacional que durava desde 1991.

A Meia Maratona de Buenos Aires entrou para a história com tempos assustadores na elite mundial e brasileira. O etíope Yomif Kejelcha estabeleceu novo recorde mundial nos 21k, e a brasileira Núbia Oliveira superou uma marca histórica de 33 anos.

A Meia Maratona de Buenos Aires entregou marcas históricas tanto na elite internacional quanto para o atletismo brasileiro. Com percurso rápido e clima favorável, a prova argentina reuniu desempenhos memoráveis, além de bastidores e relatos de quem correu nas ruas portenhas.

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Novo recorde mundial masculino com ritmo impressionante

No masculino, o grande nome da prova foi o etíope Yomif Kejelcha, que completou os 21 km em incríveis 56min51s, estabelecendo o novo recorde mundial da distância. O ritmo médio da prova ficou em 2min42s por quilômetro, com passagem no quilômetro 20 em 54min04s.

O grande destaque do ritmo de Kejelcha ficou para a reta final: o etíope fechou o último quilômetro em alucinantes 2min32s. Correndo isolado boa parte do trajeto e abrindo cerca de três minutos sobre o segundo colocado (que fechou na casa de 59 minutos), ele cruzou a linha de chegada celebrando com sobras.

Meia de Buenos Aires bate recordes mundial e brasileiro

A transmissão oficial da prova ainda protagonizou um momento curioso: uma falha gráfica exibiu bandeiras do Brasil em quase todos os atletas no start list e nas telas de histórico, incluindo corredores de ponta internacionais como Jacob Kiplimo.

Núbia Oliveira quebra recorde brasileiro de 1991

Na prova feminina, a etíope Fotyen Tesfay venceu com a marca de 1h03min57s, mas os olhares brasileiros estavam voltados para Núbia Oliveira. Aos 24 anos, a atleta treinada por Ferreirinha cruzou em 8º lugar geral com o tempo de 1h11min13s, sendo a primeira sul-americana a cruzar a linha de chegada.

Com essa marca, Núbia derrubou o recorde brasileiro da meia maratona que pertencia a Silvana Pereira e permanecia intocado desde 1991, superando a antiga marca em dois segundos. O feito representa uma evolução expressiva na carreira da brasileira, que reduziu cerca de três minutos em relação ao seu recorde pessoal anterior (1h15), gerando grande expectativa para sua futura transição para a maratona.

Altimetria real e a experiência na prova

Presente na prova, Carlos Gueiros relatou a experiência prática nas ruas de Buenos Aires. Embora a prova tenha fama de ser completamente plana, o trajeto acumula cerca de 80 metros de altimetria, apresentando falsos planos e subidas leves que exigem atenção, especialmente nas proximidades do Obelisco.

Gueiros também conquistou seu recorde pessoal ao fechar a prova na casa de 1h19, superando sua marca anterior de 1h20min01s. Mesmo enfrentando a clássica 'dor de lado' (dor desviada) no meio do percurso, ele administrou o ritmo ao lado de outros corredores, como Eustáquio, e acelerou no trecho final para cravar seu novo melhor tempo.

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