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Maratona de Sydney reúne elite forte e gafe inusitada na medalha

Com 40 mil atletas e 313 m de subida, a prova australiana ganha status de Major com pelotão de peso e erro no troféu.

A Maratona de Sydney atrai mais de 40 mil corredores com percurso desafiador e grandes nomes da elite mundial. A edição também chamou a atenção por uma gafe curiosa no design da medalha oficial.

A Maratona de Sydney vive um momento de consolidação global. Para a edição que reúne mais de 40 mil atletas, a organização registrou cerca de 123 mil inscritos no sorteio de vagas. A evolução é expressiva: em 2022, o evento contava com aproximadamente 5 mil participantes e, em poucos anos, transformou-se em um dos maiores palcos da modalidade, entrando para o seleto grupo das World Marathon Majors.

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Percurso cênico e altimetria exigente

O trajeto tem início na parte norte da cidade, cruza a icônica Harbour Bridge e finaliza em frente à Ópera de Sydney. Apesar do apelo visual, o percurso impõe respeito aos corredores: são 313 metros de subida acumulada, o que confere à prova a maior altimetria acumulada entre as Majors. Embora haja trechos significativos de descida ao longo dos 42 km, o volume de subidas exige gestão apurada de ritmo.

Além da maratona principal, a programação conta com uma prova de 5 km no sábado, feira esportiva no Parque Olímpico e quatro dias de ativações.

Maratona de Sydney reúne elite forte e gafe inusitada na medalha

Pelotão de elite e ausência de peso

O grid de elite reúne grandes nomes do atletismo mundial, liderados pelos campeões mundiais da World Athletics Alphons Simbu e Peres Chepchirchir. A disputa também marca a estreia nos 42 km do etíope Hagos Gebrhiwet, destaque internacional nos 5.000 metros. No total, a largada conta com 14 homens com marcas abaixo de 2h05 e 10 mulheres sub-2h20.

A baixa de destaque fica por conta de Sifan Hassan, recordista do percurso, que não alinha para defender o título devido a uma lesão no tendão de Aquiles. Nos bastidores, a presença do empresário e organizador Luis Felipe Posso reflete o trabalho técnico de articulação com a World Athletics no processo de internacionalização da prova.

A confusão na medalha oficial

Paralelamente às expectativas esportivas, um detalhe inusitado movimentou os bastidores da prova: a organização cometeu um equívoco na gravação do estádio estampado na medalha de conclusão. Em vez de utilizar o Allianz Stadium de Sydney, a arte final incluiu a fachada da Allianz Arena, de Munique, na Alemanha.

Como os mais de 40 mil itens já estavam confeccionados para a entrega aos concluintes, a organização publicou um pedido formal de desculpas, mantendo as medalhas como uma curiosa lembrança para os participantes.

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