Léa Riccoboni explica raízes e escolha por defender a França
Com laços no Brasil e na América Latina, a triatleta optou pelo país onde foi criada e começou no esqui de alto nível.
Durante a coletiva do IRONMAN 70.3 Florianópolis, Léa Riccoboni detalhou sua trajetória multicultural por diferentes países latino-americanos. A triatleta profissional explicou a decisão de representar a França, onde construiu sua base esportiva inicial.
Definir qual bandeira levar para a linha de largada envolve, para Léa Riccoboni, uma história de vida dividida entre múltiplos países. Durante a coletiva de imprensa do IRONMAN 70.3 Florianópolis, a triatleta profissional falou sobre sua forte ligação com a América Latina e os motivos que a levaram a competir sob a bandeira francesa no cenário internacional.
Laços latino-americanos e o início no triatlo
A relação de Léa com o continente latino-americano é ampla. Além de raízes no Chile, a atleta mantém história com o Brasil desde 2004 — com passagens lembradas até pelo Ceará — e iniciou sua trajetória no triatlo no Panamá. Na fase amadora, competiu e venceu provas em locais como Argentina e Bolívia, criando amigos e conexões por onde passou e aprendendo os idiomas falados na região.
Com tantas vivências pelo continente, escolher apenas uma nação latina para representar representava um dilema. A decisão de não optar por um país específico das Américas veio justamente do apreço e respeito pela comunidade esportiva construída em cada um deles.
A formação esportiva na França
Apesar das conexões latinas, a formação e a estrutura como atleta foram consolidadas na Europa. Léa foi criada na França, onde recebeu sua educação e desenvolveu sua primeira base esportiva competitiva no esqui de alto rendimento, modalidade que praticava antes de migrar para as provas de endurance e o triatlo.
Ao assumir a bandeira da França nas competições, a triatleta resgata suas raízes formadoras e a bagagem técnica que adquiriu no esqui. A escolha também resolveu a questão de forma definitiva entre as nações latinas — garantindo que o start list oficial refletisse sua origem de criação.