Julie Iemmolo supera fratura no punho e foca no IRONMAN 70.3
Após fraturar o escafoide e abrir mão de Kona, a triatleta readaptou os treinos e volta a competir na meia distância.
Após sofrer uma fratura no escafoide em julho, Julie Iemmolo precisou readaptar sua rotina de treinos e abrir mão do Mundial em Kona. Recuperada da lesão no punho, a triatleta aposta na distância de meio Ironman para retomar o ritmo competitivo no IRONMAN 70.3 Florianópolis.
A preparação para uma prova de alto rendimento exige consistência, mas imprevistos físicos podem mudar o planejamento de uma temporada inteira. Foi o que aconteceu com a triatleta Julie Iemmolo, que enfrentou uma fratura no osso escafoide, localizado no punho, no início de julho. Durante a coletiva de imprensa do Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 Florianópolis — que também abordou outros aspectos da prova —, a atleta detalhou os desafios de sua recuperação e a estratégia que adotou para voltar à linha de largada.
Adaptação aos treinos e retorno à piscina
Por conta da lesão no punho, Julie foi obrigada a reduzir o ritmo e ficou dois meses sem poder nadar. O retorno às piscinas aconteceu há cerca de sete semanas antes da prova em Santa Catarina, tempo suficiente para que a atleta recuperasse a confiança e as sensações normais dentro d'água, afastando a preocupação com o primeiro segmento do triatlo.
No ciclismo, a impossibilidade de pedalar na rua foi contornada com sessões estruturadas no rolo de treino indoor (home trainer), mantendo a base cardiovascular e a força nas pernas. Já na corrida, Iemmolo não precisou interromper as atividades, o que ajudou a preservar parte relevante do condicionamento físico construído ao longo do ano.
A opção pelo 70.3 em vez de Kona
Com a rotina de treinos afetada pela fratura, a triatleta reconheceu que seu nível de condicionamento não estava no ápice exigido para uma prova de distância completa. Por essa razão, decidiu não disputar o Campeonato Mundial de IRONMAN em Kona, no Havaí, uma das provas mais duras e desgastantes do calendário internacional.
A decisão de retornar às competições no formato 70.3 baseou-se na exigência de volume, que é consideravelmente menor do que a demanda de um full distance. Mesmo após o período desafiador de reabilitação, Julie afirmou que se sente competitiva e pronta para encarar a disputa em Florianópolis.