Desafios no esporte: da primeira maratona a provas no mar
Gabi Mafra e Thaís compartilham histórias de superação, estreias nos 42 km e como metas esportivas fortalecem a vida.
Encarar a primeira maratona ou nadar no mar aberto exige coragem e respeito ao próprio tempo. Em conversa descontraída, corredoras contam como desafios esportivos transformaram sua confiança dentro e fora dos treinos.
Subir de distância ou encarar uma nova modalidade no endurance é um processo que mistura respeito aos próprios limites, paciência e vontade de se testar. Seja na preparação para correr os primeiros 42 km ou na decisão de enfrentar o mar aberto, os grandes desafios esportivos costumam ensinar tanto sobre planejamento quanto sobre força emocional.
A construção sem pressa para os 42 km
Para Gabi Mafra, a transição para a maratona aconteceu longe da pressa. Após mais de cinco anos treinando em assessoria esportiva e acumulando meias maratonas no currículo, a decisão de estrear na distância veio pelo desejo de viver a jornada ao lado das amigas na Maratona de Buenos Aires.
Com foco na longevidade e em não acelerar etapas, a preparação incluiu um bloco intenso de fortalecimento muscular — apelidado de "quatro anos em 40 dias" com o treinador Igão — focado em membros inferiores para blindar o corpo contra lesões. Mesmo diante de momentos difíceis na vida pessoal durante o ciclo e de treinos longos debaixo de chuva torrencial em São Paulo, a constância serviu como âncora para cruzar a linha de chegada com segurança e leveza.
Desafios anuais: do mar aberto às montanhas
Já para Thaís, a motivação veio de uma tradição pessoal: escolher um desafio esportivo diferente a cada aniversário. Para superar o pânico de nadar no mar, ela encarou a clássica prova Fuga das Ilhas, na Barra do Sahy, completando os 1.800 metros de travessia aquática após três meses de treino exclusivo em piscina.
O histórico de metas inclui provas icônicas como a Volta da Pampulha, a Meia Maratona do Rio — disputada com resiliência após enfrentar uma condropatia patelar na reta final da preparação — e até uma prova desafiadora de ciclismo de estrada na subida para as estações de esqui perto de Santiago, no Chile, sob chuva e baixas temperaturas.
Autonomia e força que ultrapassam o esporte
Mais do que medalhas ou marcas no relógio, cruzar linhas de chegada consolida ganhos que reverberam na rotina. Como destacam as atletas, o maior retorno do esporte está no ganho de autonomia, na coragem para desbravar trilhas e viagens com independência e na certeza de que o corpo e a mente são capazes de tentar e conquistar novos objetivos.