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O crescimento das águas abertas e o papel do neoprene

Murillo Caldas analisa o aumento da procura por roupas de borracha e a importância de orientar o atleta amador.

A popularização das travessias marítimas provocou um salto na procura por roupas de neoprene no Brasil. Murillo Caldas explica como o equipamento beneficia nadadores amadores e compartilha bastidores sobre a conscientização no uso dos materiais.

O cenário dos esportes aquáticos no Brasil tem registrado uma expansão expressiva, impulsionada pelo crescimento contínuo das provas de triatlo e, principalmente, das travessias de natação no mar. Se antes a presença do neoprene era vista como algo restrito ao alto rendimento ou a etapas tradicionais de Ironman, a adesão massiva de atletas amadores transformou o perfil do mercado. Em conversa no podcast Natação Stemma, Murillo Caldas, responsável pelo desenvolvimento de produtos da Mormaii, abordou essa mudança de comportamento e a necessidade de orientar o público.

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A explosão das águas abertas e os trajes na água

O acompanhamento feito em etapas de Ironman em Santa Catarina já mostrava um avanço no consumo de modelos consagrados da marca, como as roupas com espessuras 3/2 e 5.3.1, além de criações como o modelo Camaleão — desenvolvido por Morongo, que altera de cor sob a luz do sol e mantém estrutura com flutuação focada no quadril. Contudo, o aumento mais acentuado na demanda veio diretamente do circuito de águas abertas.

Esse movimento convive com a diversidade de regulamentos no cenário nacional. Enquanto desafios tradicionais com perfil mais purista, a exemplo da Travessia 14 Bis, restringem o uso de equipamentos que interfiram no desempenho do atleta, outros eventos, como as provas em Itanhaém, liberam o traje para estimular a participação de nadadores de diferentes níveis.

O crescimento das águas abertas e o papel do neoprene

Desmistificando o uso do neoprene para o nadador comum

Um dos pontos destacados por Murillo foi a barreira inicial de comunicação com o praticante iniciante ou intermediário. Era comum ouvir nadadores afirmando que não comprariam roupas de borracha por não serem profissionais. A comunicação precisou reforçar que o equipamento faz ainda mais diferença para o atleta amador, oferecendo ganho expressivo de flutuação, segurança térmica e hidrodinâmica, enquanto profissionais muitas vezes utilizam apenas quando o regulamento ou a temperatura da água exigem.

Conscientização e o desafio da educação técnica

Com a chegada de tantos novos praticantes, educar sobre o uso correto dos equipamentos tornou-se uma prioridade prática. O atendimento ao consumidor passou a receber dúvidas inusitadas, incluindo atletas perguntando se deveriam continuar pedalando com a roupa de borracha no triatlo em vez de tirá-la na transição.

Casos curiosos também reforçam a necessidade de instruções claras e manuais com ilustrações detalhadas para acessórios simples. Situações extremas relatadas em eventos, como um competidor que aplicou spray antiembaçante diretamente nos olhos em vez de passar nas lentes dos óculos de natação, mostram que o processo de formação do atleta envolve ensinar detalhadamente onde, quando e como utilizar cada material esportivo.

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