Como a Mormaii escolhe seus atletas de natação
Mais do que títulos e medalhas, a marca aposta em identificação, postura fora d'água e parceria a longo prazo.
Descubra os bastidores e os critérios adotados pela Mormaii para formar seu time de embaixadores nas piscinas e nas águas abertas. Murillo Caldas explica como valores humanos e identificação superam a simples busca por pódios.
No mercado de artigos esportivos, muitas marcas contratam atletas apenas pela contagem de medalhas ou pela visibilidade imediata de um pódio. Na divisão de natação da Mormaii, no entanto, a estratégia seguiu um caminho próprio desde o início: priorizar quem o atleta é fora da água e a sua disposição de construir uma história em conjunto.
Identificação e parceria a longo prazo
Essa filosofia começou a se consolidar por volta de 2011, quando a marca iniciava seu projeto específico para a natação. Em vez de contratar grandes nomes apenas por catálogo, a Mormaii buscou atletas dispostos a crescer junto com a divisão esportiva.
Um exemplo emblemático dessa abordagem foi o início da parceria com Leonardo de Deus. Na época, ao ser sondado pela marca, o nadador explicou que preferia fazer parte da construção de um projeto desde o início a ser apenas mais um nome em uma lista de centenas de patrocinados de uma multinacional. O compromisso firmado não previa apenas resultados imediatos, mas um pacto de longo prazo que se consolidou por mais de uma década.
A postura fora d'água vale mais que o pódio
A mesma lógica orientou a chegada de outros grandes nomes das piscinas e das maratonas aquáticas, como Allan do Carmo e Betina Lorscheitter. Mais do que buscar apenas campeões consagrados, a proposta sempre foi encontrar esportistas autênticos e capazes de influenciar a comunidade positivamente.
Enquanto a publicidade tradicional do esporte frequentemente retratava nadadores de braços cruzados e expressão fechada, a Mormaii optou por uma comunicação mais humana e acessível. Para a marca, um esportista número um do ranking perde o sentido se não for humilde, não souber lidar com o público ou não tiver abertura para se relacionar com a equipe e com os fãs.
Essa postura se reflete também nas ações de praia e eventos esportivos, como em Ilhabela, onde novos talentos e veteranos do time convivem diretamente com os praticantes amadores, reforçando que maturidade e respeito ao esporte vêm antes de qualquer vaidade.