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Como a Mormaii projeta trajes de neoprene para natação

Entenda a evolução tecnológica dos trajes de águas abertas e como a mistura de espessuras melhora a performance na água.

Murillo Caldas explica como a Mormaii unificou as categorias de trajes de borracha e desenvolveu painéis multiespessura de 5 mm a 1 mm para garantir flexibilidade e flutuabilidade ideal na natação.

Durante muito tempo, o mercado de esportes aquáticos tentou criar uma barreira artificial entre o equipamento do triatleta e o do nadador de maratonas aquáticas. Em participação no Natação Stemma, Murillo Caldas, responsável pelo desenvolvimento de produtos da Mormaii, explicou que a marca reformulou esse conceito na prática: em vez de desenvolver produtos isolados para cada modalidade, todo o portfólio passou a ser categorizado como águas abertas.

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O fim da separação entre triatlo e águas abertas

A mudança começou nos próprios códigos internos da fábrica, substituindo a antiga sigla de triatlo por uma nomenclatura voltada puramente à natação. Segundo Murillo, o traje é projetado para nadar — seja no primeiro segmento de um Ironman ou em uma travessia pura no mar. As diferenças reais entre as peças não estão no rótulo esportivo, mas sim nas modelagens (manga longa ou cavada), nos tipos de tecidos e na distribuição das espessuras de neoprene.

Historicamente, criou-se no meio da natação o receio de que as roupas de manga longa travavam a articulação dos ombros, o que levava muitos nadadores a preferirem os modelos cavados, enquanto os triatletas optavam pelas versões completas. Murillo pontua, em tom bem-humorado, que o maior adversário técnico do segmento sempre foi o conselho do amigo que desaconselhava o modelo longo sem nunca tê-lo experimentado na água com as tecnologias atuais.

Como a Mormaii projeta trajes de neoprene para natação

Engenharia de painéis e espessuras combinadas

Para eliminar a resistência mecânica na fase aérea da braçada e otimizar a hidrodinâmica, a construção dos trajes passou por uma evolução profunda. No lugar dos antigos padrões uniformes (como 3/2 mm ou 4/3 mm), a Mormaii passou a integrar múltiplas espessuras em uma única peça, como a configuração 5-3-1 mm.

Essa engenharia distribui densidades estratégicas pelo corpo do atleta: placas de 5 mm na região do quadril garantem a sustentação da bacia e melhor alinhamento na água; espessuras intermediárias cobrem o tronco; e painéis ultrafinos de 1 mm nos membros inferiores facilitam a mecânica de pernada e tornam a retirada da roupa muito mais ágil durante a transição do triatlo. Nas articulações dos ombros e braços, a combinação de borrachas nobres e tecidos flexíveis devolveu a amplitude natural ao nado.

Complexidade fabril e mercado

Essa variedade de recortes e junções de costuras aumenta diretamente o tempo de corte, montagem e mão de obra na fábrica, elevando o custo fabril das peças topo de linha. Ainda assim, Murillo destaca que os trajes nacionais mantêm excelente competitividade e custo-benefício em relação aos concorrentes importados, acompanhando o crescimento global do interesse pelas provas em águas abertas.

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