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Como a Mormaii testa e desenvolve novos trajes de neoprene

Murillo Caldas explica o ciclo de inovação em águas abertas, a rotina de testes práticos e o papel dos atletas no processo.

Diferente do surfe, que segue um calendário sazonal estrito, os trajes de natação em águas abertas e mergulho na Mormaii só mudam quando surge uma inovação real. O processo envolve prototipagem intensa, testes de campo com atletas e uma cultura aberta à tentativa e erro.

No desenvolvimento de equipamentos de alta performance para esportes aquáticos, a lógica de lançamento de novos produtos não segue necessariamente o ritmo da moda. Enquanto o mercado de surfe trabalha com coleções sazonais frequentes, os trajes de neoprene voltados para águas abertas e mergulho têm sua renovação pautada pela evolução técnica.

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Inovação real em vez de calendário comercial

De acordo com Murillo Caldas, responsável pelo desenvolvimento de produtos esportivos da Mormaii para natação e mergulho, uma nova roupa só entra na linha quando há uma solução tecnológica concreta para justificar a mudança. Em esportes de rendimento, o atleta busca ganho hidrodinâmico, conforto térmico e liberdade de movimento, o que exige cautela antes de colocar um produto na água.

Mesmo em casos onde a novidade tem apelo estético — como estamparias e acabamentos visuais diferenciados —, a base funcional precisa se manter intacta. O revestimento hidrofóbico SCS (Super Composite Skin), por exemplo, é o grande responsável por reduzir o atrito e melhorar o deslize na água, independentemente do desenho externo da peça.

Como a Mormaii testa e desenvolve novos trajes de neoprene

Prototipagem, campo e cultura de tentativa e erro

O caminho entre uma ideia e o traje final passa por uma bateria rigorosa de testes práticos. Em Garopaba e Porto Alegre, o profissional de educação física Argel Pedroso coordena os ensaios com equipes locais. Entre os nomes que atuam como pilotos de teste para os protótipos de triatlo está Alejandro, triatleta de 16 anos e neto de Morongo, fundador da marca.

Essa cultura de colocar a equipe interna e atletas parceiros na água é histórica dentro da empresa. Protótipos passam meses nas mãos de praticantes reais para identificar falhas de corte, vedação e mobilidade antes de qualquer anúncio oficial. Para Murillo, o erro faz parte indispensável do desenvolvimento: ideias que parecem promissoras no papel são frequentemente descartadas ou reformuladas após a primeira braçada no mar.

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