Como Fabiana Ferreira escolhe provas e formatos de locução
A locutora explica a importância da sintonia de energia com a prova e compara a vibração da arena com o estúdio.
Em conversa no Stemma Na Trilha, Fabiana Ferreira explicou o que busca ao aceitar a locução de um evento esportivo. Ela destacou o valor do contato visual na chegada e as particularidades de narrar em diferentes modalidades e formatos.
Em participação no podcast Stemma Na Trilha, a locutora esportiva Fabiana Ferreira compartilhou os bastidores da sua rotina profissional e os critérios que definem os eventos em que atua. Conhecida por comandar largadas e chegadas marcantes no trail running e em eventos multiesportivos, Fabi ressaltou que a escolha de um trabalho passa diretamente pela sintonia entre o seu estilo e a energia da organização.
A sintonia de energia e a busca pelo contato visual
Para Fabiana, aceitar um convite de locução depende de um alinhamento genuíno com o espírito da prova. Ela pontua que hoje só participa de eventos cuja proposta combina com o seu estilo de entrega. Caso uma organização não feche contrato, a locutora encara com naturalidade, aproveitando eventuais pausas no calendário concorrido — que já conta com compromissos fechados com até um ano de antecedência.
Essa preferência por proximidade também orienta a relação de Fabi com diferentes esportes. Embora seja remadora e já tenha feito a locução de eventos de canoa havaiana, ela confessa que o formato aquático não entrega a mesma vibração das provas terrestres. Como os competidores terminam na água, o distanciamento físico reduz a possibilidade do contato direto e do olho no olho, elemento central da sua marca na linha de chegada.
Modalidades dinâmicas e o papel de atleta
Por outro lado, modalidades como o mountain bike e o duatlo atraem a locutora pelo ritmo dinâmico e pelas transições constantes entre corrida e pedalada. Já no ciclismo de estrada, o plano de Fabiana é outro: manter-se fora do microfone para poder competir no anonimato, vivenciando o ambiente esportivo puramente como atleta.
O desafio do estúdio e a experiência no streaming
Questionada por Sidney Togumi sobre a locução em estúdio ou transmissões remotas, Fabi relembrou uma experiência em que narrou uma prova de canoa diretamente de um barco de apoio. Segundo a comunicadora, o streaming funciona bem quando há proximidade com os competidores e interação ativa com o público da live, permitindo transmitir emoção mesmo à distância por meio da voz.