Cleusa Uenaka e o vídeo que viralizou após mil dias de corrida
Corredora acumulava mais de três anos de constância diária antes de atingir milhões de pessoas nas redes sociais.
Com mais de 1,2 milhão de seguidores, Cleusa Uenaka construiu sua presença digital a partir da disciplina diária nos treinos. Ela relembra o momento em que um vídeo gravado no meio da corrida viralizou após mais de mil dias consecutivos de atividade.
A trajetória de Cleusa Uenaka nas redes sociais começou sem qualquer pretensão de fama, impulsionada apenas pelo compromisso com o movimento. Hoje reunindo mais de 1,2 milhão de seguidores, ela já acumulava cerca de 500 dias ininterruptos de corrida quando decidiu encarar o desafio de gravar vídeos diários em formato Reels para destravar o medo de falar em público.
O desafio de falar em público e a rotina dos vídeos
No início, o processo era simples e despretensioso. Cleusa completava seu percurso — que começou com 1 km e evoluiu gradualmente até 5 km —, sentava em um banco de praça e gravava reflexões breves. Para estruturar a mensagem, ela resgatava anotações de treinamentos e palestras que acumulou ao longo de décadas em cadernos e agendas. As postagens eram direcionadas a um círculo pequeno, alcançando na época uma média modesta de 50 visualizações.
A gravação durante o treino e o alcance inesperado
A virada aconteceu exatamente no dia 1.094 da sua rotina diária de treinos. Com o tempo apertado para conciliar a corrida e o atendimento a um cliente do seu trabalho com vendas, Cleusa decidiu gravar a mensagem em movimento, ainda suando com a camiseta de treino. A mensagem central questionava: "Há quanto tempo a sua vida está atrasada por decisões que você não tomou?". Ao longo daquele dia, as visualizações saltaram rapidamente de 5 mil para 10 mil e 20 mil, marcando o início da expansão expressiva do seu perfil.
O compromisso pessoal e o incentivo da neta
A persistência por trás dos mais de três anos correndo todos os dias exigiu firmeza diante do cansaço e de questionamentos familiares sobre a necessidade de tanto esforço, inclusive em datas como o Natal. A motivação para não desistir ganhou força definitiva após uma conversa com sua neta, então com três anos de idade, que perguntou se a avó cuidaria dela quando os pais envelhecessem. A percepção de que a neta valorizava sua vitalidade para brincar no chão, pular corda e nadar transformou a corrida em um pacto definitivo com a própria longevidade.