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"Não é só contratar", diz Sonia de Almeida sobre inclusão

Diretora-executiva da Afesu analisa a evolução do ESG e a necessidade de suporte individualizado nas empresas.

Em debate sobre liderança e responsabilidade social, a diretora-executiva da Afesu destaca que inclusão real exige políticas estruturadas e compreensão das demandas individuais. O episódio aborda a transição de ações pontuais para práticas corporativas contínuas.

Sonia de Almeida, diretora-executiva da Afesu, debateu com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast a importância da consciência social para a liderança corporativa e os critérios reais de inclusão no mercado de trabalho. O episódio completo aborda também a trajetória institucional da organização e metodologias formativas voltadas ao terceiro setor.

No vídeo acima, a conversa parte da necessidade de lideranças empresariais compreenderem a complexidade das realidades individuais de seus colaboradores para além de métricas superficiais de produtividade.

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Consciência social e o papel da liderança

A discussão aborda como a percepção das lideranças sobre vulnerabilidades e desafios familiares impacta diretamente a gestão. Bruno observa que o contato direto com situações atípicas transforma a postura de gestores e expõe as limitações de discursos simplistas focados apenas em esforço individual, apontando que produtividade depende de compreender o contexto de cada pessoa.

Almeida concorda com a necessidade de um olhar particularizado e explica que o mesmo princípio guia o trabalho com as alunas da organização. Segundo ela, o suporte oferecido precisa considerar as especificidades de cada trajetória: "Não é igual para todo mundo, até com as meninas a gente procura ter essa individualidade, assim, eu não posso dar esse apoio para ela de forma globalizada, tem que ser individualizada mesmo".

"Não é só contratar", diz Sonia de Almeida sobre inclusão

Da caridade pontual às estruturas de ESG

Ao avaliar a evolução do mercado brasileiro, Almeida demonstra otimismo com a mudança de comportamento das companhias nos últimos anos. De acordo com Almeida, os meios de comunicação facilitaram o acesso à informação e ajudaram a normalizar discussões sobre inclusão e neurodiversidade que antes ficavam restritas ao âmbito familiar.

Essa transformação alterou também a relação corporativa com causas sociais. Se antes as iniciativas se resumiam a doações sazonais, hoje ganham formato institucional dentro de programas estruturados. "Não existia uma área de ESG dentro de uma empresa. Existia ações pontuais de ah, eu vou distribuir cesta básica período de Natal", pontua Almeida, destacando o crescimento do voluntariado corporativo em que profissionais realizam mentorias gratuitas para jovens.

Inclusão de mulheres além da contratação

Ao tratar especificamente da inserção feminina no ambiente profissional, Almeida enfatiza que metas numéricas não bastam para consolidar a diversidade. A retenção e o desenvolvimento exigem políticas internas que respeitem demandas concretas, como a maternidade e a rotina de cuidados.

"A mesma coisa de falar assim: a minha empresa faz inclusão de mulheres. Faz inclusão, tá, mas não é só você contratar mulheres", afirma Almeida. Para ela, o avanço do trabalho remoto trouxe benefícios, mas a criação de condições reais de permanência continua sendo o desafio central: "Como é que eu respeito isso? Será que eu tenho políticas que realmente são de inclusão da mulher dentro do mercado de trabalho?". A gestão de pessoas em alto nível passa necessariamente pela capacidade de estruturar esses apoios.

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