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Como a Afesu alia formação técnica e apoio humano há 63 anos

Sonia de Almeida detalha a gestão da ONG, a metodologia do tripé formativo e os modelos de parceria com empresas.

Em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, Sonia de Almeida explica como a Afesu estrutura a capacitação técnica e o acolhimento socioemocional de meninas e mulheres. A diretora-executiva aborda os desafios de sustentabilidade financeira no terceiro setor e a importância da inclusão no mercado corporativo.

Sonia de Almeida, diretora-executiva da Afesu, participou do Marketing - The Podcast para falar sobre a atuação da instituição sem fins lucrativos na formação de meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade social em São Paulo.

No vídeo acima, Almeida aborda a governança no terceiro setor, a metodologia educacional aplicada nas unidades da instituição e como o mercado corporativo pode participar por meio de parcerias e voluntariado.

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A trajetória profissional de Sonia de Almeida

Com graduação em administração e passagens por áreas de planejamento, orçamento e projetos no segundo setor, Almeida sempre manteve vínculos com a educação e o voluntariado. Após atuar como docente e trabalhar no desenvolvimento empresarial, assumiu a direção de uma das unidades da Afesu e, posteriormente, a diretoria-executiva da instituição.

"A minha área, o que me ajuda muito trabalhar na ONG, estar à frente dessa ONG agora, é exatamente toda a experiência que eu tive no segundo setor", explica Almeida ao relatar como a bagagem corporativa auxilia os processos internos da organização.

Como a Afesu alia formação técnica e apoio humano há 63 anos

Propósito e os desafios da gestão no terceiro setor

A migração da carreira corporativa para uma entidade sem fins lucrativos exigiu a adaptação a uma estrutura onde diferentes frentes de gestão recaem sobre a liderança. Almeida pontua que o compromisso com o impacto social precisa caminhar alinhado à disciplina financeira para cobrir o custo de R$ 10 milhões por ano para a manutenção das três unidades.

"A partir do momento que eu dou educação para qualquer pessoa, eu tô dando para ele a liberdade e as ferramentas necessárias para ele alavancar, seja pessoalmente, seja profissionalmente", destaca Almeida sobre a decisão de aplicar sua experiência na gestão da ONG.

A história da Afesu e a metodologia do tripé formativo

Fundada há 63 anos no Jardim Taboão, a Afesu começou ensinando a técnica artesanal de Arraiolos para apoiar a renda das famílias locais. Com o tempo, a instituição expandiu o atendimento para faixas etárias mais jovens e hoje conta com polos no Jardim Taboão (Morro Velho), Vila Missionária (Velheiros) e Cotia, atendendo cerca de 900 alunas por ano em cursos modulares e técnicos.

A proposta pedagógica da entidade é estruturada em um tripé: capacitação técnica, formação socioemocional e engajamento familiar. Além das aulas práticas, o programa inclui tutorias individuais chamadas de preceptorias e encontros bimestrais com os responsáveis. "O nosso propósito vai muito além da técnica. O que que a gente quer? A gente quer formar mulheres, seres humanos melhores", afirma Almeida.

Consciência social, liderança e inclusão no mercado de trabalho

Durante a conversa, Bruno e Almeida debatem a evolução das práticas corporativas e a necessidade de as lideranças desenvolverem empatia diante das diferentes realidades dos colaboradores. Para Almeida, a presença de áreas de ESG nas companhias tem estimulado o voluntariado corporativo e aberto espaço para programas estruturados de mentoria.

Almeida ressalta que a inclusão feminina nas empresas demanda políticas reais de acolhimento e compreensão da rotina das colaboradoras. "É a mesma coisa de falar assim, ó, a minha empresa faz inclusão de mulheres, não. Faz inclusão, tá. Mas não é só você contratar mulheres", pontua a diretora ao defender a individualização no trato com as equipes.

Histórias de superação e impacto real na vida das alunas

O impacto do programa educacional reflete-se na trajetória de ex-alunas que conquistaram posições no mercado nacional e no exterior, além daquelas que retornaram à instituição como colaboradoras contratadas ou voluntárias. Almeida cita o exemplo recente de uma aluna contratada por uma empresa parceira que foi transferida para trabalhar nos Estados Unidos.

"A gente tem histórias de pais que voltaram a estudar porque a filha tava estudando na Afesu", relata Almeida, sublinhando que o fortalecimento da autoestima das jovens muitas vezes transforma a dinâmica de toda a família.

Parcerias empresariais e como apoiar a Afesu

Como as atividades oferecidas pela Afesu são 100% gratuitas para as alunas, a sustentabilidade da operação depende de doações de pessoas físicas — via Nota Fiscal Paulista e dedução no Imposto de Renda — e de parcerias corporativas. As empresas podem apoiar projetos estruturados, adotar alunas ou viabilizar salas patrocinadas de capacitação, modelo adotado por companhias parceiras.

"Se você quer transformar o mundo, apoie a educação. É verdadeiro isso. É você dar ferramentas para o ser humano ser melhor", conclui Almeida, indicando que os canais de contato da organização estão disponíveis em seu site oficial e redes institucionais.

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