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Design thinking e vivência de campo na estratégia de marketing

Richard Batista explica como a pesquisa em campo, a presença física e o funil segmentado superam a automação fria.

Richard Batista detalha a aplicação do design thinking na análise de processos operacionais e de negócios fora do padrão. Em debate com Bruno Gimenes, o convidado aborda a descoberta de demandas comerciais em Ibitinga, o valor do contato presencial frente à automação excessiva e a eficácia da hipersegmentação em nichos de mercado.

Richard Batista, Head de Performance & GTM na Camesa e fundador do Quintal de Negócios, debateu com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast a relevância de aplicar o design thinking na estrutura dos negócios, a necessidade da vivência direta de mercado e os limites da automação em vendas e relacionamentos.

No vídeo acima, a conversa aprofunda como a presença física nas regiões comerciais e a observação atenta do comportamento dos clientes revelam demandas que relatórios digitais não capturam.

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Os limites da automação no networking e na prospecção

A proliferação de robôs de mensagens e filtros automatizados em canais profissionais como o LinkedIn e o WhatsApp frequentemente afasta contatos em vez de gerar oportunidades qualificadas. Na visão de Batista, transferir toda a abordagem inicial para ferramentas automáticas compromete a percepção de valor: "se você quer confiar somente num bote para fazer sua prospecção, trabalhar desenvolver a sua empresa de forma tão fria, vai refletir também o trabalho que você tem".

A construção de relacionamentos comerciais relevantes depende da facilidade de acesso entre as partes. Batista e Bruno citam o exemplo de Marcelo Arruda como referência de disponibilidade e criação de conexões sem barreiras operacionais, reforçando que líderes de alto impacto priorizam a simplicidade no diálogo direto.

Design thinking e vivência de campo na estratégia de marketing

Design thinking aplicado à estrutura de negócios

O conceito de design thinking vai além de aspectos estéticos ou visuais de produtos, funcionando como uma abordagem para redesenhar processos internos, modelos operacionais e etapas de gestão. Batista explica que essa disciplina permite analisar o negócio sob uma perspectiva criativa: "É a forma criativa de ver o negócio. Eu acho que é muito isso. É a gente que é engraçado, a gente vê vê o negócio fora da dos processos, padrões".

Ao aplicar essa metodologia para conectar canais internos e vendedores, as empresas conseguem identificar gargalos de produtividade e estruturar soluções customizadas. Batista aponta que a integração de formatos não convencionais, como a aproximação estratégica com sellers de marketplace em eventos, gerou retornos exponenciais a partir de investimentos controlados.

Vivência de mercado e oportunidades comerciais em Ibitinga

A observação in loco do ecossistema comercial é indispensável para identificar oportunidades invisíveis aos dados tradicionais. Ao explorar o polo têxtil de Ibitinga, município paulista com 70.000 habitantes que receberá o maior centro de distribuição da Shopee no Brasil, a equipe comercial identificou que o setor local de cama e mesa carecia de oferta na categoria de toalhas e felpas.

A descoberta surgiu do deslocamento físico e da conversa direta com lojistas e compradoras regionais. Batista pontua o esforço da equipe em campo: "identificamos o quê? O marketing, network, comportamento e vivência, tivemos que ir lá. Rodei 5 6 horas de viagem para ir lá com o time, entrar e falar com as pessoas o dia inteiro falando com as pessoas". Essa imersão permitiu à marca abastecer os principais varejistas locais quatro meses após a ação.

Segmentação direcionada e o trabalho com nichos

A tentativa de comunicar para todos os públicos comumente dilui a eficácia das campanhas de marketing. Em um caso de consultoria no setor de chocolateria pela Quintal de Negócios, a receita aumentou 300% após a empresa fechar canais genéricos e focar exclusivamente no público que valorizava produtos zero açúcar, acionando influenciadores alinhados à proposta.

Para estruturar essas ações, Batista defende um funil simplificado em três etapas essenciais: "Eu faço três etapas, reconhecimento, engajamento e venda". O direcionamento assertivo para o perfil de cliente ideal e a compreensão de mercados de nicho evitam o desperdício de verba em campanhas amplas com atuação estritamente regional.

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