Como o teatro ajuda a destravar ideias no mundo corporativo
Bruna Pavani explica como a vivência em artes cênicas combate a síndrome do impostor e melhora reuniões e apresentações.
Bruna Pavani explica como o teatro ajuda profissionais a superarem a autocrítica e exporem ideias em reuniões. A conversa aborda o impacto da oratória e da coragem de errar em ambientes corporativos.
A experiência nos palcos e o estudo de técnicas teatrais oferecem ferramentas práticas para lidar com a exposição no ambiente de trabalho. Em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, em episódio dedicado a estratégias de crescimento e mercado, Bruna Pavani destacou como a prática artística contribui para destravar a comunicação e reduzir bloqueios comuns no dia a dia das empresas.
No vídeo acima, Pavani detalha a dinâmica das reuniões em agência e a postura necessária para defender propostas perante lideranças. Ela pontua que o valor do aprendizado cênico não está na criação de personagens artificiais, mas no desenvolvimento da segurança pessoal para se comunicar sem amarras.
Teatro contra a síndrome do impostor
Para Pavani, a experiência com artes cênicas deveria ser mais disseminada entre profissionais de diferentes áreas. "Todo mundo deveria fazer teatro e terapia", afirma, ressaltando que o teatro não tem como finalidade ensinar a atuar no ambiente corporativo, e sim desarmar inseguranças.
A distinção entre representar e se comunicar com clareza é central na análise de Pavani. Quando uma pessoa conduz uma apresentação ou participa de um debate, ela não deve vestir um personagem, mas sustentar a própria presença. Segundo ela, o aprendizado cênico atua diretamente "no sentido de você ser menos autocrítico, ter menos síndrome do impostor, no sentido de você se jogar mais".
A reunião na agência e o risco de não falar
Pavani relembrou um momento marcante de sua carreira durante o período em que atuava na Publicis atendendo a conta da Chevrolet. Em uma reunião de trabalho que contava com a presença de Hugo Rodrigues, ela pensou em um caminho criativo, mas hesitou em compartilhar por receio de que a ideia não fosse boa o suficiente.
Pouco depois, outro profissional da equipe colocou na mesa uma linha de raciocínio semelhante, que foi aprovada de imediato por Rodrigues. A situação serviu como ponto de virada para Pavani: "A partir de hoje eu nunca vou deixar de falar mais as coisas". Ela pontua que, desde então, adotou a postura de apresentar suas hipóteses mesmo quando tem dúvidas sobre a viabilidade, abrindo mão do medo de julgamento externo.
Apresentações executivas e a coragem de errar
A disposição para falar mesmo sem garantias de validação foi sintetizada por Pavani como a necessidade de "menos a auto-cobrança da perfeição e mais se permitir errar". Bruno observou que ideias retidas acabam perdidas sem execução e lembrou a importância de apresentações de resultados e pitches envolventes para a aprovação de projetos dentro das organizações.