Como gerenciar marketing em redes sem perder consistência
Victor Dellorto, fundador e CEO da Deskfy, detalha como centralizar processos e briefings em centenas de pontos de venda.
Em conversa no Marketing - The Podcast, Victor Dellorto explica os desafios de manter a governança de marca em redes de lojas, franquias e distribuidores. Dellorto detalha como fluxos centralizados e briefings estruturados substituem o improviso operacional.
Victor Dellorto, fundador e CEO da Deskfy, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre as dificuldades operacionais que surgem quando a execução de campanhas depende de terceiros na ponta, como franqueados, lojistas e distribuidores. O trecho integra uma conversa mais ampla do programa sobre descentralização e gestão de marcas.
No vídeo acima, Dellorto demonstra como a plataforma organiza a rotina de times que precisam atender centenas de canais simultâneos sem sobrecarregar a equipe interna.
A complexidade do marketing multilocal
Para Dellorto, o trabalho de gestão de marca se torna crítico quando a execução deixa de ser centralizada. "A gente tem um software que ajuda os times de marketing a serem mais eficientes e menos operacionais", afirma. Ele destaca o descompasso comum entre o tamanho das equipes e o volume de unidades atendidas: "Às vezes, não é raro encontrar times de marketing com quatro pessoas operando uma estratégia de marca para 700 pontos de venda".
Quando a matriz não oferece a estrutura adequada, a operação tende a migrar para canais informais. Dellorto pontua que a solução passa por eliminar silos e ferramentas genéricas: "O improviso, onde tá o arquivo, quem pediu o quê, grupo de WhatsApp como meio de trabalho, ficou no passado".
Visibilidade e dados unificados
Além de organizar os pedidos, a centralização permite acompanhar o desempenho real da rede em escala. Dellorto explica que ter visibilidade sobre a presença digital local transforma a tomada de decisão da matriz.
"A Deskfy, você permite conectar 700 contas de Instagram em um só dashboard. Então, você começa a ver quanto que a sua rede atende, quando você soma todos os seguidores, qual que é o engajamento", relata Dellorto. A partir desse mapeamento, a equipe consegue segmentar análises por região, comparar lojas de rua com unidades de shopping e mensurar o alcance total da marca.
O case da Intelbras e a estruturação de briefings
Ao citar exemplos de implementação, Dellorto relembra o caso da Intelbras, cuja área de branding precisava atender demandas de sete unidades de negócio com grande volume de produtos. Antes da padronização, os pedidos chegavam dispersos em planilhas de Excel e softwares genéricos de tarefas.
A solução envolveu a criação de um fluxo de briefing condicional para filtrar as necessidades de cada projeto. "E parece ser simples, mas o briefing, ele é o começo de todo o projeto. E se você não tem intenção, se você não tem riqueza de dados e detalhamento ali, o processo já sai todo errado", explica Dellorto. Com o alinhamento de processos e fluxos de aprovação, a empresa reduziu ruídos operacionais e ganhou eficiência para discussões estratégicas.
Para Dellorto, o equilíbrio entre governança e agilidade é o principal desafio do gestor de marca no varejo: "Você tem que aceitar e atender a velocidade do varejo, que é muito importante para conversão na ponta. Outrora, você precisa consistência de marca, você não pode ceder".