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Como a Deskfy uniu a cultura da SAP à agilidade de startup

Victor Dellorto explica como processos corporativos e design thinking estruturaram a expansão para mais de 28.000 lojas.

Victor Dellorto, fundador e CEO da Deskfy, detalha o blend cultural entre a estrutura de grandes corporações e a dinâmica de startups. Em conversa no Marketing - The Podcast, ele analisa o uso de processos da SAP, design thinking e a atuação cross-setor no negócio.

Victor Dellorto, fundador e CEO da Deskfy, falou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, sobre a construção da cultura organizacional da empresa a partir da combinação entre a governança de multinacionais e a flexibilidade das startups. Tendo atuado na SAP antes de empreender, Dellorto estruturou a operação da Deskfy buscando aproveitar a maturidade de processos corporativos sem perder a agilidade e o senso de dono necessários em um negócio em crescimento.

No vídeo acima, Dellorto compartilha os bastidores da sua passagem pela multinacional alemã e explica como essa bagagem técnica e metodológica orientou o desenvolvimento da Deskfy no atendimento a diferentes segmentos do mercado.

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O blend entre processos corporativos e ownership

Ao analisar a transição entre grandes empresas e o empreendedorismo, Dellorto aponta que a vivência em multinacionais oferece uma base estruturada de processos, documentação e visão de escala que raramente está acessível a quem inicia a carreira diretamente em pequenas empresas. O desafio, segundo ele, está em equilibrar essa organização com a cultura de responsabilidade direta e horizontalidade.

"O nosso combinado, quanto sócio, quando começamos a empresa, foi: vamos beber o melhor dos dois mundos. A gente quer o ownership da empresa pequena, a gente quer ter a a informalidade, a não casualidade, né, hierarquia mais horizontal, menos vertical, da empresa pequena, mas a gente quer ter o processo, a gente quer ter a marca, a gente quer ter, eh, a visão de uma multinacional, longo prazo, resultado", afirma Dellorto.

Como a Deskfy uniu a cultura da SAP à agilidade de startup

Suporte crítico, inovação e design thinking

A experiência dentro da SAP envolveu diferentes frentes de atuação, desde o suporte premium a operações críticas até o trabalho com novas tecnologias. Dellorto relembra a rotina de atendimento a clientes globais de grande porte e órgãos internacionais, lidando com sistemas fora do ar e alta pressão por resolução de problemas. Posteriormente, atuou em iniciativas com IA, redes neurais e bancos de dados em memória aplicadas a dores de negócio.

Outro elemento central incorporado à gestão da Deskfy foi a certificação em design thinking ligada à d.school de Stanford e aos conceitos difundidos por Tim Brown, abordagem incentivada internamente na SAP. Para Dellorto, o aprendizado vai além da estética: trata-se de "uma metodologia que entende design como disciplina, né, não não estar limitado a design visual, né, de UI e UX, também não só design de peça publicitária, mas um de design como forma de pensar e como que você aplica isso em regras de negócio".

Atuação cross-setor e leitura das dores de marketing

Com mais de 28.000 lojas conectadas no Brasil, América Latina e unidades em mercados como Londres, Califórnia e Nova York, a Deskfy atende marcas como Tramontina, Arezzo, Spoleto, Domino's, Claro, Casa do Construtor e Bob's. A carteira abrange setores variados, incluindo franquias, varejo de loja própria, redes de concessionárias, farmácias, cooperativas como Cresol e Sicredi e instituições de ensino com polos EAD.

Dellorto ressalta que essa diversidade exige distinguir o que é uma necessidade comum do marketing daquilo que é específico de um segmento: "como a gente tava falando de design thinking, foi muito bom manter essa cabeça de estudante, eh, escuta ativa, mente aberta, que são princípios da metodologia, para poder entender o o que que é dor do do mercado versus dor daquele segmento". Ele observa ainda que essa característica cross-setor esteve presente desde o primeiro ano da empresa, que atendeu clientes como Melissa, Grendene, Spoleto, Café do Ponto e Clube Turismo, direcionando também a escolha de setores que ainda não são foco no momento, como o mercado de tecnologia.

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