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A trajetória de Victor Dellorto da moda na Ásia aos negócios

Fundador da Deskfy detalha o impacto do teatro na infância e da vivência na China em sua formação profissional.

Victor Dellorto relembra sua carreira como modelo dos 8 aos 18 anos e a experiência de morar na China na adolescência. O executivo explica como o teatro e o choque cultural no Oriente moldaram sua visão de negócios.

Victor Dellorto, fundador e CEO da Deskfy, compartilhou em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast os passos iniciais de sua trajetória profissional, que começou na infância na moda e passou por uma vivência internacional na Ásia antes do ingresso no ecossistema de tecnologia. O episódio original também aborda outros temas ligados a marketing multilocal e governança.

O primeiro contato de Dellorto com o mercado ocorreu entre os sete e oito anos de idade em Brasília, quando começou a fazer trabalhos como modelo publicitário após sua mãe matriculá-lo em cursos preparatórios. Além de aulas de passarela e sessões de fotos, a formação incluiu teatro, aspecto que ele considera determinante para sua atuação posterior no mundo corporativo.

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"Foi um dos melhores investimentos ali que minha mãe fez, eu recomendo muito, principalmente a parte de teatro, é que ajuda muito na comunicação interpessoal depois no mundo corporativo", destaca Dellorto. A primeira grande campanha publicitária de destaque foi para a Maratona Mirim da Caixa Econômica Federal, período em que começou a ver seu rosto espalhado em shoppings e paradas de ônibus na capital federal.

A trajetória de Victor Dellorto da moda na Ásia aos negócios

A ida para a Ásia aos 16 anos

Aos 16 anos, após participar de eventos regionais como o Goiânia Fashion Week e estampar revistas locais no polo têxtil de Goiás, Dellorto recebeu uma proposta para trabalhar como modelo internacional no continente asiático. A decisão envolveu trancar o ensino médio no Brasil para morar sozinho no exterior durante dois anos.

"Eu digo que do zero aos 16 eu vivi no ocidente, dos 16 aos 18, eu vivi no oriente. Embora foi 2 anos só, mas com uma vida muito, né, independente, trabalho, uma vida muito intensa. Então, a minha cabeça pôde experimentar um pouco dessas duas formas de pensar", explica o executivo ao relatar o impacto de desembarcar em Hong Kong e se estabelecer em Xiamen, cidade no sul da China.

No vídeo acima, Dellorto detalha como foi a adaptação à rotina chinesa e o contraste visual e cultural que encontrou logo no primeiro trajeto entre o aeroporto e o apartamento onde morou.

Leituras filosóficas e visão de mundo

Anos após o retorno ao Brasil e já atuando como empreendedor, Dellorto buscou aprofundar a compreensão sobre o que vivenciou na Ásia por meio da leitura de textos sobre filosofia chinesa, especialmente as ideias de Confúcio. O estudo permitiu conectar rituais cotidianos observados no país oriental às estruturas adotadas no Ocidente.

"O método que a gente tem hoje de seleção de funcionário público, que é através dos concursos, aí falando de Brasília, né, Brasília se resume a muito concurso público, foi a China que inventou, foi Confúcio que inventou há muitos anos atrás", pontua Dellorto. Sem visitar o país desde 2014, ele planeja levar a filha a Xangai no futuro para apresentar a realidade do outro lado do mundo.

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