Bernardo rebate André Lofredo sobre diretoria do Flamengo
Comentarista contesta declarações sobre egoísmo rubro-negro e relembra histórico de decisões individuais no futebol brasileiro.
Bernardo Ramos rebateu as declarações do comentarista André Lofredo sobre a postura da diretoria do Flamengo. O jornalista analisou o cenário dos clubes brasileiros, a gestão do Maracanã e o caso envolvendo a Conmebol e o Estudiantes.
O comentarista André Lofredo afirmou, em transmissão do SporTV, que a diretoria do Flamengo seria egoísta e que disputaria um campeonato contra si mesma caso pudesse, sustentando essa postura desde a gestão de Eduardo Bandeira de Melo. Para Bernardo Ramos, a análise ignora o funcionamento prático do futebol brasileiro e desconsidera os direitos institucionais conquistados pelo clube rubro-negro.
No vídeo acima, Bernardo detalha os pontos levantados pelo jornalista da Globo e explica por que a busca pelos próprios interesses não é uma exclusividade do Flamengo, mas uma prática comum a todos os dirigentes do país. Ele cita os casos de Leila Pereira no Palmeiras e de Pedrinho no Vasco da Gama como exemplos de gestores que trabalham exclusivamente em prol de suas próprias agremiações.
Maracanã e decisões extracampo
Bernardo relembrou o debate sobre a concessão do Maracanã, destacando que o Estádio Mário Filho é gerido em parceria pelo Flamengo, com 65%, e pelo Fluminense, com 35%. Ele também pontuou a ausência de críticas semelhantes em relação ao clássico entre Vasco e Flamengo no Engenhão, estádio Nilton Santos, cuja divisão de ingressos passou de 90/10 para 50/50 após determinação da Federação Estadual do Rio de Janeiro.
Histórico de individualismo e cenário esportivo
O debate sobre a coletividade no futebol nacional não é recente. Bernardo recordou a criação do Clube dos 13 e a Copa União de 1987, movimento liderado por Carlos Miguel Aidar e Márcio Braga que acabou desfeito por ações individuais, citando Eurico Miranda. No âmbito esportivo recente, o Flamengo acumulou três títulos e quatro decisões de Libertadores em seis anos, tornando natural a exigência de sua torcida mesmo diante de oscilações financeiras — como o prejuízo orçamentário projetado em 40 milhões de reais para 2026, revelado por Diogo Dantas após a não concretização de negociações de Gonzalo Plata e Matheus Martins com o Dínamo Moscou.
Controvérsia jurídica com a Conmebol
A atuação nos tribunais desportivos também foi defendida. No caso envolvendo a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e o Estudiantes sobre a inscrição de Marcos Rojo, Bernardo apontou incoerência da entidade ao alterar sua postura após liminar na Corte Arbitral do Esporte (CAS), com influência da AFA nos bastidores. Para o jornalista, recorrer às instâncias competentes e proteger interesses contratuais e desportivos é um dever da diretoria rubro-negra, e não um ato de egoísmo institucional.