Conmebol rejeita protesto do Flamengo no caso Marcos Rojo
Entidade mantém o Estudiantes na decisão após negar recurso rubro-negro sobre escalação irregular.
A Conmebol rejeitou o protesto formal apresentado pelo Flamengo a respeito da escalação de Marcos Rojo pelo Estudiantes. Bernardo Ramos detalha a contradição da entidade sul-americana e analisa o impacto do caso nos bastidores da Libertadores.
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) rejeitou o protesto do Flamengo contra a escalação de Marcos Rojo na semifinal da Copa Libertadores da América. O Estudiantes havia tentado inscrever o atleta duas vezes junto à entidade, tendo o pedido negado em ambas as ocasiões. Em seguida, a equipe argentina recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS/TAS) e obteve uma liberação provisória para utilizá-lo no confronto decisivo.
No vídeo acima, Bernardo Ramos analisa a postura contraditória da entidade sul-americana, destacando como essa deliberação abre um precedente perigoso para as próximas edições do torneio continental. Afinal, a própria confederação havia vetado a presença do atleta antes de validar indiretamente sua participação no duelo em que o clube carioca acabou superado nos pênaltis.
A brecha jurídica e a resposta do tribunal
Contexto: é importante ressaltar que a representação do Flamengo não ocorreu após o resultado negativo dentro de campo. O clube protocolou o questionamento no dia 21, enquanto o jogo ocorreu no dia 22. O jornalista Mauro César divulgou documento oficial do CAS indicando que a autorização concedida ao defensor era estritamente provisória e continha ressalvas explícitas sobre a possibilidade de revogação, além de potenciais consequências disciplinares e esportivas.
Essa documentação contraria a postura pública adotada pelo presidente do Estudiantes, Juan Sebastián Verón, que declarou não existir qualquer risco para o time argentino. Logo, para Bernardo, o clube brasileiro agiu dentro de sua obrigação ao buscar seus direitos regulamentares, já que o próprio adversário foi quem buscou uma manobra jurídica externa após sucessivas negativas da Conmebol.
Desempenho em campo e cobrança técnica
Independentemente da esfera jurídica, Bernardo avalia que a movimentação nos bastidores não apaga o fraco rendimento apresentado pelo Flamengo nos dois confrontos. O time carioca demorou 140 minutos de eliminatória para registrar sua primeira finalização certa contra a meta de Muslera, mesmo atuando com um jogador a mais desde os quatro minutos do segundo tempo em razão da expulsão de Baltasar Rodríguez.
Desta forma, a cobrança sobre o técnico Leonardo Jardim permanece necessária. Conforme apuração trazida por Venê, o treinador não deve seguir no comando da equipe para 2027. Para Bernardo Ramos, embora o comandante precise concluir o ano vigente, o planejamento técnico e a produção ofensiva do elenco justificam plenamente a insatisfação da torcida.