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Viça Saraiva analisa 70.3 Curitiba e reflete sobre carreira

Aos 48 anos, o triatleta veterano transforma perda recente em força mental e detalha calendário cheio na temporada.

Às vésperas do Ironman 70.3 Curitiba, Viça Saraiva compartilha sua preparação física e o momento de superação pessoal após a perda da mãe. O veterano avalia o duro percurso de ciclismo e projeta um calendário com mais de dez provas no ano.

Veterano do triatlo brasileiro e um dos nomes mais experientes na linha de largada do Ironman 70.3 Curitiba, Viça Saraiva chega para a abertura do circuito nacional em um momento que combina excelente condicionamento físico e forte superação emocional. Aos 48 anos e acumulando 35 temporadas dedicadas à modalidade, o triatleta profissional desembarcou na capital paranaense com o índice de carga de treinamento (CTL) elevado, mas carregando o impacto de meses difíceis na vida pessoal.

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Luto, maturidade e força mental

Nos últimos 90 dias que antecederam a prova, Viça enfrentou a internação e o recente falecimento de sua mãe, ocorrido cerca de um mês antes da etapa. O atleta destacou que a dor da perda e o processo de luto foram absorvidos com maturidade e transformados em resiliência interna para os treinamentos e competições.

A rotina de treinos serviu também como válvula de escape. Após disputar dez provas de meio ironman no ano anterior, o plano inicial previa duas semanas de descanso total. No entanto, a necessidade de manter a mente ativa fez com que o triatlo se tornasse um refúgio para aliviar a carga emocional, mantendo o compromisso profissional com seus apoiadores e patrocinadores em dia.

Viça Saraiva analisa 70.3 Curitiba e reflete sobre carreira

Ciclismo desafiador no Ironman 70.3 Curitiba

Ao projetar a disputa em Curitiba, Viça Saraiva classificou o percurso de ciclismo como o mais duro do circuito brasileiro em condições climáticas regulares, destacando a altimetria acumulada com subidas e descidas constantes. Para o veterano, iniciar a temporada com uma prova seletiva eleva o nível competitivo de todo o pelotão.

A estratégia para encarar a dureza do trajeto inclui a capacidade de acolher o desconforto e manter a presença mental durante o sofrimento, aproveitando as paisagens da região como estímulo positivo — atitude que o atleta costuma aplicar em percursos emblemáticos como a descida de Hawi em Kona ou trechos isolados de provas internacionais.

Calendário cheio e transição de carreira

Embora cogite direcionar o foco exclusivamente para a sua assessoria esportiva e o treinamento personalizado individualizado a partir da próxima temporada, Viça mantém uma agenda competitiva cheia para o ano. O planejamento inclui a participação em dois eventos full — o Ironman Florianópolis e o Ironman Florida, em novembro —, além das etapas do circuito nacional de 70.3, provas olímpicas e provas na distância T100.

Nas vésperas do Dia Internacional da Mulher, data coincidente com o evento em Curitiba, o atleta fez questão de dedicar sua participação à memória de sua mãe e prestou homenagem à sua esposa, ex-atleta profissional de surfe, destacando a admiração pela evolução e força das mulheres nas provas de longa distância do triatlo mundial.

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