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Vera Cavanha e Rafaela Nagai no Ironman 70.3 Curitiba

A atleta mais experiente e a estreante mais jovem da prova compartilham rotinas, superação e estratégias de prova.

No clima do Ironman 70.3 Curitiba, Vera Cavanha e Rafaela Nagai se encontram para falar sobre os desafios de diferentes gerações no triatlo. Entre o primeiro meio-iron e quase três décadas no esporte, as atletas debatem constância, rotina e gestão de prova.

A atmosfera pré-prova de uma etapa de endurance sempre reúne histórias com pontos de partida muito distintos. Às vésperas do Ironman 70.3 Curitiba, o encontro entre a atleta mais experiente inscrita na prova, Vera Cavanha, de 67 anos, e a mais jovem do start list feminino, Rafaela Nagai, sintetiza o espírito de dedicação que move diferentes gerações no triatlo.

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Três décadas de estrada e a superação do mar

Vera Cavanha encara em Curitiba o seu terceiro Ironman 70.3, acumulando nada menos que 29 anos de vivência no triatlo. O início no esporte, contudo, exigiu enfrentar uma barreira comum a muitos iniciantes: o medo de nadar em águas abertas. Após acompanhar o marido e o filho nas provas do circuito Sesc atuando apenas como fotógrafa, ela decidiu dar o passo para dentro da água.

Com apoio terapêutico e determinação para nadar mesmo com receio, Vera construiu uma rotina sólida que atravessou fases familiares e profissionais. Para ela, a persistência é o motor principal tanto na vida quanto no esporte, afastando desculpas climáticas ou de falta de tempo para colocar os treinos em dia.

Vera Cavanha e Rafaela Nagai no Ironman 70.3 Curitiba

A estreia na meia distância entre os estudos

No outro extremo da experiência, Rafaela Nagai se prepara para o seu primeiro Ironman 70.3. Com histórico na natação desde a infância e início na corrida há cerca de dois anos, Rafaela migrou para o triatlo há um ano e meio. Depois de passar pelas distâncias Sprint e Olímpica, a paranaense encara o desafio dos 113 km.

A principal barreira enfrentada na preparação foi conciliar a alta carga de treinos com as obrigações da faculdade. Desafiando os conselhos céticos de quem duvidava da viabilidade da rotina, Rafaela estruturou horários matinais para manter a consistência exigida pela meia distância.

Estratégia e gestão de esforço no percurso de Curitiba

Conhecedoras da altimetria e das particularidades locais, ambas destacam que o trajeto de Curitiba exige paciência. Segundo Vera, a prova pede ritmo contido e controle emocional, especialmente no ciclismo, onde trechos técnicos e regras que limitam o uso do clipe exigem pilotagem atenta e constância sem picos de potência desnecessários.

Quando o desgaste aperta na corrida, a recomendação de quem tem quase trinta anos de modalidade é objetiva: reconhecer o momento de quebra, reduzir o ritmo momentaneamente, hidratar-se, consumir calorias e reiniciar a marcha com a mente focada na linha de chegada.

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