Scott Plasma RC de Felipe Santos: análise do setup no 70.3 SP
Triatleta detalha a escolha do quadro tamanho M, a relação com coroa 56 e o ganho de estabilidade contra o vento.
Conheça os detalhes da Scott Plasma RC montada por Felipe Santos para o IRONMAN 70.3 São Paulo. O triatleta revela a configuração de rodas, relação e a curiosidade de rodar com dois medidores de potência.
Entre as máquinas alinhadas para o IRONMAN 70.3 São Paulo, a Scott Plasma RC de Felipe Santos chama a atenção pelo ajuste refinado. Com 1,79 m de altura, o triatleta fica exatamente no limite entre os tamanhos M (54) e G da marca, mas optou pela versão M para garantir uma posição mais compacta e agressiva no percurso.
Rodas DT Swiss e transmissão para altas velocidades
O conjunto de rodagem traz a chancela da DT Swiss, combinando a dianteira ARC 1100 com a roda traseira fechada (disco) da mesma linha, calçadas com pneus Continental Grand Prix 5000 TT de 28 mm. O cockpit conta com selim da marca Wove, escolha cada vez mais frequente entre atletas de alto rendimento, e três suportes de caramanhola da Gorilla para evitar a perda de hidratação no asfalto.
Na transmissão, a bike foi montada com grupo SRAM, utilizando um cassete 10-37 e uma coroa dianteira grande de 56 dentes, aliada a um pedivela curto de 165 mm. Essa combinação oferece marcha suficiente para desenvolver altíssima velocidade nos trechos de descida e plano sem comprometer a cadência.
Sensações de pilotagem e estabilidade com vento lateral
Vindo de uma transição recente de equipamento — ele pedalava anteriormente com uma Trek —, Felipe destacou a estabilidade como o ponto mais marcante da nova bike. Embora o quadro seja teoricamente cerca de 1 kg mais pesado, a troca do grupo Shimano anterior para o SRAM equilibrou a balança, mantendo o peso final equivalente.
Na prática, a geometria da Scott Plasma, que projeta a roda dianteira ligeiramente mais à frente em relação ao quadro, entregou um comportamento dócil e seguro contra rajadas de vento lateral. O modelo traz ainda um valor afetivo e de confiança para o atleta, que já registrou seus melhores tempos de fuga a bordo de uma Plasma.
A curiosidade dos dois medidores de potência
Um detalhe inusitado no cockpit e pedivela foi a presença simultânea de dois medidores de potência ativos. A explicação de Felipe é simples e bem-humorada: ao migrar para a nova relação, que já integrava medidor no pedivela, ele manteve temporariamente seus pedais antigos que também aferiam potência até a substituição definitiva do componente.