Curated
Voltar S @stemma 4 min de leitura
sports

Rica da HB: Óculos Mais Importante que Capacete no Ciclismo?

Luiz Ricardo Garcia, o Rica, desafia a percepção de segurança no ciclismo e mergulha no mercado esportivo.

Neste episódio do Na Roda do Stemma, a host Giselle Gasparotto recebe Luiz Ricardo Garcia, conhecido como Rica. Com mais de 20 anos de experiência no mercado esportivo e uma vida dedicada ao esporte, Rica explora a evolução do varejo e defende uma frase polêmica: 'O óculos é mais importante que o capacete'. Descubra os motivos e as nuances dessa perspectiva transformadora para ciclistas.

No podcast Na Roda do Stemma, a host Giselle Gasparotto recebe Luiz Ricardo Garcia, carinhosamente conhecido como Rica. Com uma trajetória de mais de duas décadas no mercado esportivo, Rica não só vive o esporte intensamente — como surfista, mountain biker raiz e agora speedeiro —, mas também o molda por trás dos bastidores, em estratégia comercial e desenvolvimento de negócios. Neste bate-papo descontraído, ele compartilha sua paixão pelas bikes, a evolução do varejo e sua visão audaciosa sobre a segurança no ciclismo, provocando com a afirmação de que os óculos são mais importantes que o capacete. Prepare-se para insights sobre performance, tecnologia e a essência do esporte.

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

A Paixão pela Bike: Da Infância ao Mercado Esportivo

A conexão de Rica com a bicicleta é tão antiga quanto suas primeiras lembranças. Desde os 4 anos, pedalando pelos corredores do Mappin — uma icônica loja de departamentos dos anos 80 —, a bike se tornou uma extensão de sua vida. Influenciado por filmes como “ET” e a cultura do BMX, ele testemunhou a chegada das primeiras mountain bikes no Brasil e a evolução do pedal clip. Para Rica, o esporte sempre foi uma ferramenta social, essencial para um garoto tímido se integrar e desenvolver habilidades como dedicação e trabalho em equipe, características que o acompanham até hoje.

Após uma década dedicada ao mountain bike, especialmente nas trilhas da Zona Sul de São Paulo e em aventuras como o Night Bikers, a realidade paulistana o levou ao ciclismo de estrada. Ele destaca como a mountain bike contribuiu para sua técnica de pilotagem, permitindo-o descer montanhas com velocidade e habilidade, e o ajudando a navegar no trânsito urbano com destreza. Sua transição para o mercado esportivo, que começou em 2005 após uma pausa para um ano sabático, foi uma feliz casualidade, levando-o a trabalhar em empresas como a revista Go Outside, a revista Fluir e, mais tarde, a HB (Hot Buttered), onde atua na gestão da marca.

Rica da HB: Óculos Mais Importante que Capacete no Ciclismo?

O Varejo Esportivo no Brasil: Desafios e Oportunidades

Com uma vasta experiência no varejo, Rica observa as profundas mudanças no comportamento do consumidor. Hoje, o acesso à informação empodera os clientes, que chegam às lojas com conhecimento sobre produtos e concorrentes. Isso exige que os vendedores estejam não apenas bem informados, mas também preparados para contornar objeções e destacar os benefícios de seus produtos, sem denegrir a concorrência. No entanto, o varejo esportivo brasileiro, especialmente o de alta performance, ainda está em desenvolvimento se comparado a mercados como os dos Estados Unidos e da China. Rica aponta deficiências em layout de loja, técnicas de cross-sell e gestão de clientes (CRM), mas enxerga um vasto potencial de crescimento, defendendo a necessidade de educação e profissionalização no setor.

Como parte da Aliança Bike e da HB, uma marca australiana que produz seus óculos no Brasil há mais de 30 anos, Rica ressalta o orgulho de fabricar um produto de qualidade internacional no país, exportando para outros mercados. A autenticidade e o DNA da marca, enraizados no surf e agora no ciclismo, são diferenciais que conectam a HB com os atletas e o público, contrastando com marcas que operam sem uma "alma" ou história verdadeira.

Óculos vs. Capacete: A Polêmica que Protege

O ponto central da conversa é a polêmica frase de Rica: "O óculos é mais importante que o capacete". Ele explica que essa afirmação, embora provocativa, serve para destacar a importância fundamental dos óculos. Enquanto o capacete protege o ciclista quando ele cai (e a cultura de seu uso foi construída com o tempo e a evolução dos modelos), os óculos protegem o ciclista o tempo todo que está pedalando. Eles atuam como o “para-brisa do ciclista”, protegendo contra impactos de barro, água, galhos, insetos e pedras, como um caso recente de um ciclista salvo por seus óculos de uma pedra lançada por uma roçadeira.

Além da segurança física, os óculos são cruciais para a saúde ocular, protegendo contra os raios ultravioletas, fator de risco para o câncer de pele, comum no Brasil. O vento, por sua vez, pode causar lacrimejamento e turvar a visão, prejudicando a pilotagem. Rica enfatiza a importância de usar óculos de qualidade e certificados. Para condições específicas, como chuva ou pouca luz, lentes claras ou de cores específicas (âmbar, rosa) são recomendadas para manter a visibilidade. Ele também explica a complexidade de fabricação dos óculos, que envolvem muita ciência e matemática para garantir uma visão sem distorções, e a importância de experimentar diferentes modelos para encontrar o ajuste perfeito e evitar problemas como o embaçamento, que é um fenômeno físico inevitável em certas condições.

Ciclismo e Vendas: Entre a Evolução e a Essência

A conversa também aborda a constante evolução tecnológica no ciclismo. Rica questiona se essa “nova originalidade” distancia o esporte de suas raízes, mas conclui que a adaptação é essencial para a evolução, citando Darwin. Nem todas as inovações (como aros 27.5) prosperam, mas a busca por novos designs e tecnologias impulsiona o esporte para frente.

Sobre vendas, Rica define a prática como uma técnica que envolve diversas fases, desde a prospecção até o fechamento e o cross-sell. Para ele, a credibilidade no produto é fundamental, mas a insatisfação crônica — o desejo de sempre melhorar — é o que move os vendedores e atletas a buscarem melhores resultados. Embora reconheça o lado elitizado do ciclismo, ele afirma que é possível começar com o equipamento que se tem, pois “a melhor bicicleta é a próxima” e a dedicação supera o valor do equipamento. A HB se posiciona nesse mercado oferecendo custo-benefício, óculos de padrão internacional a preços mais acessíveis, combatendo a proliferação de produtos falsificados e priorizando a saúde e segurança do ciclista.

Em meio a tanta tecnologia e performance, Rica lembra que o esporte é também 50% resenha, interação social e celebração dos momentos pós-treino, seja em um café ou em uma conversa descontraída. É essa combinação de paixão, dedicação e comunidade que define a verdadeira essência do ciclismo.


Os insights de Luiz Ricardo Garcia, o Rica, oferecem uma perspectiva única sobre o ciclismo, unindo sua vivência como atleta e sua expertise no mercado. Aprofundar-se na importância dos óculos de ciclismo e na evolução do varejo nos mostra como a paixão pode impulsionar tanto a performance pessoal quanto a inovação da indústria. Que tal aplicar esses aprendizados em sua próxima pedalada, prestando atenção à proteção dos seus olhos e valorizando a comunidade do ciclismo?

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

Mais de @stemma