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Reinaldo Colucci avalia percurso e favoritos no 70.3 Curitiba

Veterano detalha início de temporada rumo ao Ironman Brasil, nova regra de vácuo e a evolução tecnológica dos macaquinhos.

Em entrevista antes da largada do Ironman 70.3 Curitiba, Reinaldo Colucci comenta sua preparação para o ano, os desafios do percurso de ciclismo e o favoritismo de Miguel Hidalgo.

A temporada do triathlon nacional abriu o calendário com o Nubank Ultravioleta Ironman 70.3 Curitiba. Em conversa direta da capital paranaense, o experiente triatleta Reinaldo Colucci detalhou sua fase de preparação física para a estreia do ano, analisou o perfil do percurso de ciclismo e explicou os impactos das novas diretrizes da elite profissional.

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Construção de temporada e foco no Ironman Brasil

A etapa paranaense marca o pontapé inicial de uma temporada extensa, com calendário previsto de março até o fim de novembro. Colucci ressaltou que o momento ainda é de construção de base, visando o primeiro grande objetivo do semestre: o Ironman Brasil Full, que acontece no final de maio em Florianópolis. Apesar de ainda não estar no ápice fisiológico, o atleta destacou que a preparação correu sem imprevistos e que chega saudável e confiante para fazer uma prova sólida.

Reinaldo Colucci avalia percurso e favoritos no 70.3 Curitiba

Percurso seletivo e a regra dos 20 metros de vácuo

O trajeto de bike em Curitiba apresenta características atípicas em relação a outras provas do circuito, trazendo subidas curtas e com inclinação acentuada. O perfil lembra as condições de treino de Colucci em São Carlos, o que tende a favorecer seu estilo de pilotagem e força nas subidas.

Além da altimetria, a disputa promete ser mais fragmentada por conta do novo regulamento de vácuo para a categoria profissional, que aumentou a distância obrigatória entre os ciclistas de 12 para 20 metros. A alteração dificulta a formação de grandes blocos na estrada e premia atletas com um ciclismo mais potente e autossuficiente.

O fator Miguel Hidalgo e a dinâmica da natação

Ao analisar a concorrência na largada, Colucci colocou Miguel Hidalgo como o principal favorito ao título. Com experiência no circuito da World Triathlon (WTCS) e velocidade de ponta nas três modalidades, Hidalgo impõe um ritmo de natação bem acima do padrão costumeiro das etapas de 70.3 no país.

Para Colucci, essa intensidade nos primeiros metros de água pode abrir vantagens decisivas logo no início da prova, permitindo uma fuga solo ou forçando os adversários a saírem da zona de conforto para não perder o contato inicial.

Aerodinâmica e a evolução dos equipamentos

A conversa também abordou o salto tecnológico no vestuário do triathlon nas últimas décadas. O atleta relembrou o período em que competia com sunga e top ou duas peças de lycra sem qualquer preocupação aerodinâmica, passando pelos modelos cavados até chegar aos macaquinhos modernos de manga curta.

Competindo com um modelo desenvolvido em parceria com a marca Dope, Colucci explicou que o uso de tecidos respiráveis e texturas nas mangas e costas ajuda a direcionar o fluxo de ar e economizar watts no ciclismo, detalhes de tecnologia que fazem diferença no alto rendimento.

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