Ognjen Stojanovic: Estratégia e Sonhos no IRONMAN Brasil
O triatleta sérvio detalha sua abordagem para a competição e a incessante busca por Kona e Olimpíadas.
Em uma conversa exclusiva com a Stemma Sports, Ognjen Stojanovic, triatleta profissional da Sérvia, compartilhou seus planos para o Nubank Ultravioleta IRONMAN Brasil 2026. Ele revelou os bastidores de sua preparação, a escolha estratégica pelo Brasil e seus grandes objetivos no esporte. Uma visão aprofundada da mentalidade de um campeão.
Em uma entrevista exclusiva direto do Nubank Ultravioleta IRONMAN Brasil 2026, o triatleta profissional sérvio Ognjen Stojanovic conversou com os apresentadores Fabio Bessa e Thiago Kawamura, da Stemma Sports. Stojanovic, que pisa em solo brasileiro pela primeira vez para uma competição, compartilhou detalhes de sua trajetória, preparação e ambições para a prova, revelando a mentalidade de um atleta que busca a alta performance.
A Escolha Pelo Brasil e Preparação Estratégica
Stojanovic explicou que o IRONMAN Brasil se tornou uma oportunidade crucial em sua temporada. Após ter competido no Ironman Texas no mesmo ano, o evento brasileiro surgiu como uma "segunda opção" para garantir uma vaga em Kona, caso não obtivesse sucesso no Texas. Imediatamente após a prova americana, ele se inscreveu para o desafio em solo catarinense.
Apesar da agenda apertada, o triatleta sérvio afirmou que sua preparação foi sólida. "Tive um inverno muito bom", ressaltou Stojanovic, indicando que já estava em excelente forma para o Texas. O período de um mês após o Texas foi dedicado a um treinamento intenso e focado para o Brasil, o que o deixou confiante em sua condição física atual.
Para manter o ritmo de prova, Stojanovic optou por competir no Challenge Sam Warriner no final de semana anterior ao IRONMAN Brasil. Embora a proximidade entre as provas seja desafiadora, ele tem experiência em dobradinhas como essa, tendo completado um meio Iron e, na semana seguinte, o IRONMAN Frankfurt anos atrás. "Não arriscaria se não tivesse essa experiência", garantiu, mostrando sua capacidade de recuperação.
Mentalidade de Campeão e a Quebra de Recordes
Quando questionado sobre o período pré-prova, Stojanovic revelou ser um atleta "easy going", sem o nervosismo habitual. Com 31 anos de carreira e mais de 300 provas de triatlon e natação em seu currículo, a competição se tornou parte de sua rotina. Mesmo na quinta-feira que antecede a prova de domingo, ele mantém-se ativo, com um treino de 94 km de ciclismo e uma corrida planejada para o mesmo dia, enfatizando a importância de manter-se ativo para o dia da corrida.
Sobre as dinâmicas de prova, o sérvio demonstrou amplo conhecimento do circuito brasileiro e dos competidores. Ele segue o esporte desde 2005, estudando resultados e cursos de prova. Para o IRONMAN Brasil 2026, ele prevê uma competição aberta, sem grandes favoritos definidos, o que pode tornar a disputa ainda mais emocionante.
Em relação ao recorde do percurso, de 7 horas e 31 minutos, estabelecido por Luciano Taccone, Stojanovic acredita que tudo é possível. Ele citou os tempos impressionantes do Ironman Texas como exemplo de que "não ter limites na mente" é crucial para a alta performance. Contudo, reconhece que fatores como as condições climáticas e a dinâmica da prova (como a formação de grandes grupos no ciclismo) são determinantes e imprevisíveis em uma prova de quase 8 horas.
Ognjen também comentou sobre os estereótipos culturais, mencionando a percepção de europeus serem mais sérios. Ele compartilhou que, em 2011, treinou um inverno inteiro no Rio Maior com atletas brasileiros como Sergio Santos, Pamela, Igor Amorelli e Diego Bruno. Essa convivência o fez apreciar a "mentalidade mais feliz e aberta" dos brasileiros, algo que o ajudou a se tornar mais aberto como pessoa e atleta.
Trajetória, Sonhos e Adaptações na Prova
Sua primeira incursão no triatlon foi em 2003, ainda como nadador, por diversão. Dois anos depois, em 2005, a paixão pelo esporte que não era "chato como a natação" o fisgou de vez.
Sobre a nutrição durante a prova, Stojanovic planeja ingerir cerca de 150g de carboidratos no ciclismo e 100g na corrida. Ele enfatiza a necessidade de adaptar essa estratégia às condições da prova, como calor e umidade, e à intensidade do esforço.
Questionado sobre seus maiores sonhos no triatlon, o sérvio apontou as Olimpíadas e Kona. Ele revelou que perdeu a vaga para os Jogos de Tóquio por apenas uma posição e a classificação para Kona, há dois anos, por meros 38 segundos para Andre Lopez no Texas. Esses resultados o impulsionam a continuar lutando por esses grandes objetivos.
Ognjen Stojanovic se mostra um competidor experiente e focado, que não se abate por desafios e está pronto para entregar o seu melhor no IRONMAN Brasil. Sua abordagem estratégica e sua mentalidade resiliente prometem uma performance digna de ser acompanhada.