Mari Andrade: Longevidade, Estratégia e Paixão no Ironman Brasil
A vice-campeã do Ironman Brasil em Floripa revela os segredos de sua preparação e a paixão por competir em casa.
Mari Andrade, vice-campeã do Ironman Brasil em 2023 e 2024, revela os segredos de sua preparação e longevidade no esporte. Em uma entrevista exclusiva, ela fala sobre a dinâmica da prova, a importância do autoconhecimento e a alegria de correr em sua cidade natal. A triatleta compartilha dicas valiosas e metas para a próxima competição.
A cobertura exclusiva do Nubank Ultravioleta Ironman Brasil recebe a triatleta Mari Andrade, vice-campeã da prova em 2023 e 2024. Em um bate-papo descontraído com os hosts Fabio Bessa e Thiago Kawamura, Mari compartilha os bastidores de sua 14ª participação em Florianópolis e a 19ª de sua carreira, revelando a paixão e o autoconhecimento que a mantêm no esporte por tanto tempo.
A Longevidade de uma Veterana no Triathlon
Para Mari Andrade, conhecida como a "Manezinha da ilha" (nativa de Florianópolis), a longevidade no triathlon é construída sobre um equilíbrio inteligente. Ao contrário de muitos atletas de alto rendimento que treinam 30 a 40 horas semanais, Mari mantém uma média de 20 a 23 horas de treino, conciliando com seu trabalho. Essa abordagem permite uma qualidade de vida maior, evitando o esgotamento e a mantendo motivada ao longo dos anos. "Eu amo porque eu não sou daquelas que treina 30, 40 horas... isso eu acho que acaba me dando uma qualidade de vida de poder treinar bem, de trabalhar, de fazer outras coisas", explica.
Desafios e Emoções do Ironman Floripa
Competir em casa, em Florianópolis, adiciona uma camada extra de emoção para Mari. Ela destaca a torcida local e o apoio de familiares e alunos como um diferencial. A prova do Ironman Brasil, que já foi um Campeonato Sul-Americano com grande presença de atletas internacionais ("gringas"), agora apresenta uma dinâmica diferente. Mari se mostra animada com o atual start list, que traz novos nomes e torna a disputa ainda mais imprevisível e interessante, especialmente na natação.
Quanto ao clima, um fator crucial em Floripa, Mari adota uma postura pragmática: "Não adianta ficar pensando nas probabilidades. Vamos com calma, calma, calma. Relaxa, galera. Sofre só na hora, não só antes." Ela prefere verificar as condições meteorológicas apenas na véspera e, principalmente, na manhã da prova, preparando-se para todas as situações.
Superação e Novas Metas para 2024
O caminho de Mari até a atual edição do Ironman Brasil é marcado pela superação. No ano passado, ela competiu apenas dois meses após passar por duas cirurgias na lombar. Apesar das dificuldades e do destreino, Mari conseguiu um impressionante sétimo lugar. "Cheguei aqui tipo na raça mesmo, não tinha nem muita uma estratégia de prova", recorda. Para este ano, a confiança é outra. Com um ciclo de treinos consistente e sem dores, sob a orientação do técnico Eduardo Braz, ela se sente mais forte, especialmente na corrida e na bike. Seu grande sonho no triathlon, além de ter saúde para continuar no esporte, é conquistar uma vaga para o mundial de Kona.
Dicas da Campeã e Curiosidades
Questionada sobre dicas para quem está começando no triathlon, Mari é enfática: "Não pulem etapas. Vivam o esporte, curtam o processo. E cerquem-se de bons profissionais." Em relação à nutrição em prova, sua estratégia para o Full Ironman inclui cerca de 100g de carboidrato por hora na bike e 70g na corrida. E para cruzar o pórtico de chegada, a música escolhida é o samba "Clareou", um hino pessoal de suas conquistas.
A trajetória de Mari Andrade no Ironman Brasil é um testemunho de paixão, resiliência e a busca constante por autoconhecimento. Sua abordagem equilibrada e a alegria de competir em casa inspiram não apenas outros triatletas, mas qualquer pessoa em busca de seus melhores resultados, dentro e fora do esporte.