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Maratona de Berlim: baixa de Bekele e duelo feminino no topo

Com baixas no masculino, a prova alemã reúne mais de 56 mil inscritos e mira marcas históricas entre as mulheres.

A Maratona de Berlim sofreu baixas de peso com as desistências de Kenenisa Bekele e Sebastian Sawe no pelotão masculino. A prova concentra as atenções no forte grid feminino liderado por Tigist Assefa e reúne mais de 56 mil corredores na Alemanha.

A poucos dias da largada, a Maratona de Berlim teve mudanças expressivas no seu pelotão de elite. A organização confirmou a desistência de Kenenisa Bekele apenas seis dias após o anúncio de seu retorno à capital alemã. Aos 44 anos, a lenda etíope sofreu uma lesão no tendão de Aquiles esquerdo durante a reta final de preparação, desfalecendo a disputa masculina que já não contava com o campeão mundial de meia maratona Sebastian Sawe, também lesionado.

Bicampeão em Berlim e dono de marcas lendárias no percurso — incluindo a vitória em 2019 com 2h01min41s, a apenas dois segundos da marca mundial da época —, Bekele personificava a longevidade dos maratonistas que atingiam o auge físico perto dos 37 anos, histórico compartilhado com Eliud Kipchoge. Sem os dois principais favoritos, a disputa masculina na Alemanha ganha contornos abertos, colocando nomes como Guye Adola, Tadese Takele, Tsegaye Getachew e Selemon Barega entre os destaques.

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A evolução da idade ideal nos 42 km

A saída precoce de veteranos colocou em pauta a transição etária na maratona moderna. Historicamente vista como uma distância para atletas mais experientes pela exigência física e maturidade mental, a maratona viu sua faixa etária de topo cair drasticamente nos últimos anos. O fenômeno Kelvin Kiptum, que estabeleceu o recorde mundial aos 23 anos, acelerou a migração direta de jovens corredores da pista e da meia maratona para os 42 km, impulsionados também pelo avanço dos supertênis de placa de carbono.

Maratona de Berlim: baixa de Bekele e duelo feminino no topo

Pelotão feminino mira marcas históricas

Se o masculino chega desfalcado, a prova feminina concentra os principais holofotes em Berlim. A etíope Tigist Assefa, bicampeã da prova (2022 e 2023) e dona do expressivo tempo de 2h11min53s no percurso alemão, lidera um pelotão de altíssimo nível ao lado da compatriota Amane Berisso e da queniana Rosemary Wanjiru.

O traçado rápido de Berlim, palco de 13 recordes mundiais ao longo da história, favorece uma prova agressiva. Como Berlim é disputada em formato misto (largada simultânea de homens e mulheres), a expectativa gira em torno de ritmos fortes desde os primeiros quilômetros para desafiar marcas globais da modalidade.

Megaprova, patins e transmissão

Além do pelotão de elite, Berlim mobiliza mais de 56 mil corredores de mais de 160 países. A programação do fim de semana inclui a tradicional prova de 5 km com passagem pelo Portão de Brandemburgo e a maratona de patins inline (42 km), realizada no sábado em circuito de voltas, que historicamente oferece um critério de classificação para a maratona a pé da edição seguinte para quem conclui abaixo do tempo de corte.

A largada da maratona acontece às 8h45 no horário local (3h45 no horário de Brasília). O acompanhamento em tempo real pode ser feito pelo aplicativo oficial do evento, que permite monitorar até 25 atletas simultaneamente.

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