Curated
Voltar S @stemma 3 min de leitura
sports

Como a Track&Field fatura alto unindo corrida e varejo

Marca realizou mais de 2.300 eventos no semestre e vê atletas gastarem 50% a mais ao longo do tempo.

A Track&Field transformou eventos esportivos e comunidade em alavanca financeira. Com mais de 2.300 etapas realizadas no primeiro semestre, a marca registrou crescimento de 20,7% nas vendas ao consumidor.

A Track&Field há muito tempo deixou de ser apenas uma loja de vestuário e calçados esportivos para se consolidar como um ecossistema completo voltado à comunidade de corrida e bem-estar. No primeiro semestre, a marca realizou expressivos 2.373 eventos esportivos por todo o Brasil — a grande maioria de corrida de rua, mas também englobando modalidades como ioga, pickleball e padel. Por trás desses números expressivos, há uma lógica comercial clara: quem corre com a marca consome muito mais.

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

O poder do ecossistema e do valor do cliente

De acordo com dados da própria companhia, o valor gerado ao longo do tempo (o chamado lifetime value) por clientes que compram produtos e participam de suas provas supera em mais de 50% o gasto de consumidores tradicionais que apenas frequentam as lojas. A integração entre vestuário esportivo, aplicativos, cafés da marca e circuitos presenciais mantém o atleta conectado ao ecossistema continuamente.

Esse modelo reflete diretamente no balanço financeiro. No segundo trimestre, as vendas ao consumidor da Track&Field cresceram 20,7%, alcançando a marca de R$ 493 milhões. A solidez da operação, sem endividamento expressivo, coloca a empresa como um dos negócios mais sustentáveis e rentáveis do segmento esportivo nacional.

Como a Track&Field fatura alto unindo corrida e varejo

Tradição em provas e convivência com a concorrência

A ligação da marca com eventos de rua não é recente. Desde meados dos anos 2000, com circuitos emblemáticos como os realizados no Parque Villa-Lobos, a marca identificou o potencial da retirada de kits em lojas físicas — momentos em que o fluxo e o volume de vendas chegavam a rivalizar com datas sazonais de pico, como o Natal. Essa cultura de valorizar a camiseta e a experiência da prova fidelizou gerações de corredores que guardam recordações de etapas disputadas há quase duas décadas.

Mesmo com a expansão de concorrentes diretos no segmento premium, como a LIVE! — que também estrutura seu próprio circuito de corridas de rua —, o planejamento da empresa segue inalterado. Para o CEO Fernando Tracanella, o mercado esportivo brasileiro ainda tem fôlego suficiente para absorver múltiplos concorrentes, transformando o corredor em um cliente acompanhado de perto a cada quilômetro.

(Nota: Este tema foi debatido no episódio 78 do Radar Stemma, que também abordou outros destaques do atletismo e do mercado esportivo.)

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

Mais de @stemma