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Luis Ohde detalha nova fase e analisa o Ironman 70.3 Curitiba

Em casa, triatleta paranaense fala sobre novo treinador espanhol, superação da asma e os pontos críticos do percurso.

Em entrevista antes da largada em Curitiba, Luis Ohde comenta a mudança de metodologia nos treinos e o manejo da asma. O atleta também alerta sobre as descidas perigosas rumo ao Passaúna.

Competir no próprio quintal traz facilidades logísticas inegáveis, e Luis Ohde sabe aproveitar essa vantagem. Às vésperas da largada do Ironman 70.3 Curitiba, o triatleta profissional paranaense destacou o conforto de dormir na própria cama, manter a rotina de alimentação e dispensar o desgaste habitual do transporte da mala-bike.

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Nova metodologia e superação física

A preparação para o início da temporada incluiu semanas de treino na Espanha ao lado de Bruna Mahn. Mais do que rodagem no exterior, o período marcou uma reformulação técnica importante. Após identificar dificuldades de rendimento desde o Ironman São Paulo, Ohde alinhou uma transição e passou a adotar a metodologia de um treinador espanhol ligado a grandes nomes do esporte mundial, como Hayden Wilde e a equipe UAE Emirates de Tadej Pogačar.

A busca por evolução ocorre paralelamente ao manejo da saúde. Ohde convive com a asma, uma condição crônica e cíclica que voltou a afetar sua performance nas últimas temporadas. O objetivo central é neutralizar os incômodos físicos e respiratórios para conseguir transferir para o dia da prova a mesma intensidade e consistência alcançadas nos treinos.

Luis Ohde detalha nova fase e analisa o Ironman 70.3 Curitiba

Alerta para as descidas técnicas no Passaúna

Conhecedor experiente das estradas da região, Ohde alertou para os trechos que exigem maior perícia na etapa de ciclismo. Se a rodovia e grande parte do trecho pela colônia permitem ritmo constante, a aproximação da represa do Passaúna exige atenção redobrada. Cerca de 7 km antes do local, duas descidas íngremes contam com curvas que fecham repentinamente no meio do raio, demandando frenagem antecipada e precisão na tangência.

Dinâmica de prova e metas para a temporada

Na leitura de Ohde sobre a disputa da elite masculina, Miguel Hidalgo desponta como referência para puxar um ritmo forte na ponta da bike, com médias que podem atingir cerca de 41 km/h. Atrás, a expectativa é de um grupo veloz na perseguição com nomes como Reinaldo Colucci e os triatletas de Santa Catarina, bloco no qual o paranaense pretende se posicionar.

O planejamento para o ano prevê a disputa de todas as etapas do circuito Ironman no Brasil, com foco em cravar ao menos uma grande performance no calendário. A temporada também inclui projetos conjuntos, como um training camp de trail running na Patagônia ao lado de Bruna Mahn.

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