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Jéssica Diskin: Arte, Corrida e a Liberdade de Viver sem Roteiro

A artista Jéssica Diskin compartilha sua jornada de quebrar padrões, da arquitetura à arte, e como abraça a corrida de forma livre e autêntica.

Neste episódio do Girls Who Run, Jéssica Diskin fala sobre sua corajosa transição da arquitetura para a arte. Ela compartilha como construiu uma vida autêntica, abordando a corrida e a criatividade de forma livre e sem pressão, inspirando a encontrar seu próprio caminho e construir comunidades.

No podcast Girls Who Run, as anfitriãs Marcela Fanti e Mariana Real recebem a convidada especial Jéssica Diskin, uma artista plástica que representa a liberdade de construir uma vida autoral, sem seguir roteiros predeterminados. O bate-papo inspirador explora a coragem de transformar paixões em propósito, seja na arte ou na corrida, e a importância de viver o esporte de forma leve e consciente.

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A Virada Artística: Da Arquitetura à Liberdade Criativa

Jéssica Diskin, que se formou em arquitetura e vinha de uma família com forte tradição no setor, revelou sua audaciosa transição de carreira. Apesar de ter um caminho "seguro" traçado, ela percebeu que a realidade da arquitetura não a preenchia. Sempre interessada em arte, mas sem considerá-la uma carreira, Jéssica decidiu se aprofundar no universo artístico após fazer uma pós-graduação em artes plásticas.

O início foi desafiador, com a surpresa e a preocupação inicial da família. Sua mãe, acostumada com a estabilidade do ramo da construção, questionou sua decisão. No entanto, Jéssica seguiu sua intuição, começando com personalizações artísticas em bolsas e peças de vestuário, e logo depois criando quadros. A pandemia, surpreendentemente, impulsionou suas vendas, pois as pessoas buscaram mais arte e decoração para seus lares, mostrando que a dedicação e a autenticidade podem gerar resultados mesmo em cenários incertos.

Jéssica Diskin: Arte, Corrida e a Liberdade de Viver sem Roteiro

Arte para Todos: Desmistificando e Conectando Através de Workshops

Com o sucesso, Jéssica expandiu seu trabalho, criando workshops de colagem que rapidamente se tornaram um ponto de encontro para uma comunidade diversa. Para ela, a arte não precisa ser inacessível ou intimidante. Seus workshops são um convite para pessoas de todas as idades explorarem a criatividade e o autoconhecimento, utilizando materiais simples e promovendo a interação social. Ela enfatiza que o objetivo principal não é apenas a técnica, mas a troca, o sair do celular e o dedicar um tempo para si.

Jéssica também utiliza suas redes sociais para desmistificar a arte, compartilhando curiosidades e exposições em São Paulo, tornando o universo artístico mais próximo do público leigo. Para ela, a moda é outra extensão da arte, uma forma de expressão pessoal que, assim como as obras de arte, carrega histórias e significados, influenciando nosso estilo e percepção.

Corrida Sem Pressão: Encontrando seu Próprio Ritmo

Além da arte, a corrida ocupa um lugar importante na vida de Jéssica, porém, de uma forma livre e sem pressão. Ela corre há mais de 12 anos, mas sempre com uma abordagem flexível, sem se prender a planilhas rígidas, assessorias ou metas obsessivas. Mesmo tendo completado uma meia maratona, ela valoriza a leveza e a capacidade de adaptar a corrida aos seus diferentes momentos de vida.

Jéssica compartilha que já se viu presa à comparação e à pressão das redes sociais, buscando alcançar paces ou volumes de treino irreais, o que resultou em uma lesão. No entanto, aprendeu a importância de ouvir o próprio corpo e desassociar a performance da autoestima. Para ela, a corrida deve ser um prazer, um lazer, e não uma obrigação que atrapalhe outros aspectos da vida social e pessoal. Os patrocinadores do episódio, All Out Run e Ticket Sports, reforçam essa mensagem de que performance também é liberdade, incentivando experiências que se encaixem no seu estilo de vida.

O Poder da Comunidade e do Autoconhecimento

Um ponto de convergência entre o trabalho de Jéssica e o propósito do Girls Who Run é a criação de comunidades. Tanto os workshops de arte quanto os grupos de corrida oferecem espaços para mulheres se conectarem, compartilharem experiências e construírem amizades na vida adulta, fora do ambiente de trabalho ou do círculo social habitual. A arte, assim como o esporte, pode ser uma ferramenta poderosa para o autoconhecimento e a expressão de emoções, revelando lados que a rotina por vezes esconde.

Jéssica enfatiza que, ao se permitir vivenciar algo novo, seja na arte ou no esporte, desbloqueamos uma criança interior, ansiosa por explorar. É a coragem de se jogar, sem a pressão do perfeccionismo, que gera as maiores satisfações e conexões. Para Marcela e Mariana, o podcast Girls Who Run também busca ir além do esporte, celebrando a conexão feminina e o bem-estar em todas as suas formas.

No fim das contas, a jornada de Jéssica Diskin nos lembra que a vida é curta para se prender a um único roteiro. Tanto na arte quanto na corrida, e em todos os aspectos da vida, a liberdade de se permitir mudar, explorar e construir seu próprio caminho é o verdadeiro segredo para uma existência plena e autêntica.

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