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IRONMAN 70.3 Curitiba reúne elite e debate percurso desafiador

Favoritos analisam o impacto da regra dos 20 metros, as subidas na Colônia Cristina e as escolhas de relação e hidratação.

Em coletiva oficial antes da prova em Curitiba, atletas profissionais como Miguel Hidalgo, Pâmela Oliveira e Aurélia Boulanger detalharam as exigências do percurso de ciclismo e suas estratégias mecânicas e nutricionais.

A abertura da temporada de triathlon em Curitiba colocou a elite profissional frente a frente com os desafios do percurso local. Durante a coletiva de imprensa oficial do Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 Curitiba, os triatletas destacaram o impacto do relevo técnico no ciclismo, a aplicação da regra dos 20 metros de vácuo e as configurações de transmissão e hidratação escolhidas para encarar a prova.

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A vantagem de competir em casa e o percurso paranaense

Para os atletas locais, competir nas estradas da região metropolitana traz a comodidade da rotina, mas também a cobrança da torcida. Luiz Ohde, o Todinho, celebrou o fato de competir sem a logística pesada de viagens e ressaltou as condições do asfalto em Araucária, recém-recapeado nos últimos anos. Pietra Meneghini também pontuou a honra de largar em sua cidade natal, destacando que a natação na Represa do Passaúna e o trecho de ciclismo pela Colônia Cristina e Rua João Bettega oferecem um trajeto com novidades e desafios mesmo para quem reside na capital paranaense.

A francesa Aurélia Boulanger, estreando em solo brasileiro em busca da vaga para o Campeonato Mundial em Nice, ressaltou que as variações altimétricas favorecem seu estilo de pilotagem. Conhecida pela força sobre duas rodas, a triatleta comentou que o perfil sem trechos planos e com subidas curtas e duras combina perfeitamente com sua característica de prova.

IRONMAN 70.3 Curitiba reúne elite e debate percurso desafiador

Ciclismo decisivo e a regra dos 20 metros

O consenso entre os competidores é que a etapa de 90 km de ciclismo ditará os rumos da disputa. Miguel Hidalgo apontou que o percurso sinuoso e com alternância de ritmo exige não apenas potência sustentada, mas inteligência para aproveitar o embalo das descidas. O distanciamento de 20 metros entre os ciclistas na categoria profissional também promete fragmentar o pelotão e transformar a etapa em um esforço individualizado.

Danilo Pimentel e Pâmela Oliveira reforçaram a necessidade de dosar as forças no pedal para não comprometer a meia maratona. Com previsão de calor e umidade em um trajeto de corrida com variações, um desgaste excessivo na bicicleta pode cobrar um preço alto nos quilômetros finais.

Escolha de coroas, cassetes e hidratação

O relevo exigente, com rampas que chegam a 20% de inclinação, forçou adaptações nas relações de marcha. Enquanto Miguel Hidalgo optou por manter uma coroa única de 58 dentes com cassete 10-36 visando menor peso, atletas como Aurélia Boulanger (56/43 com 10-33) e Pietra Meneghini (54/41 com 10-33) preferiram o pedivela duplo para encarar as subidas mais travadas sem sacrificar a velocidade nas descidas.

No quesito hidratação, a maioria dos atletas configurou setups com duas a três garrafas divididas entre clip frontal, garrafa aerodinâmica no quadro e suporte atrás do selim, aproveitando os postos de hidratação estrategicamente posicionados em trechos de subida para facilitar o abastecimento em baixa velocidade.

O favoritismo e a pressão sobre Miguel Hidalgo

Apontado como o principal nome masculino após o vice-campeonato mundial no circuito WTCS e a participação nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, Miguel Hidalgo explicou que o período de base em Lanzarote encaixou com a preparação para a média distância. O atleta afirmou que lida com naturalidade com a expectativa externa e reforçou que seu maior objetivo como profissional é servir de inspiração para as novas gerações do esporte brasileiro.

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