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Diogo Villarinho: Da Natação Olímpica ao Triathlon Pro no IRONMAN 70.3

Atleta Diogo Villarinho compartilha sua transição para o triathlon profissional, a mentalidade e as expectativas para o IRONMAN 70.3 Brasília.

Em uma entrevista exclusiva no Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 Brasília, Diogo Villarinho, ex-nadador olímpico, fala sobre sua nova fase como triatleta profissional. Ele detalha a diferença de pressão entre o esporte olímpico e o triathlon, as mudanças em sua rotina de treinamento e suas estratégias para a competição.

No calor do Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 Brasília, os anfitriões Fabio Bessa e Thiago Kawamura receberam o triatleta Diogo Villarinho para uma conversa reveladora. Direto da capital, Villarinho, que já brilhou na natação, compartilha os bastidores de sua transição para o circuito profissional do triathlon, discutindo a evolução de sua mentalidade e as expectativas para sua estreia.

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O Retorno ao Profissionalismo e as Raízes em Brasília

Para Diogo, competir em Brasília é como um retorno às raízes. A cidade, que marcou o início de sua trajetória nas águas abertas, agora o recebe para um novo capítulo como atleta profissional de triathlon. “Tô me sentindo em casa agora”, ele afirma, destacando a emoção de recomeçar em um lugar tão significativo. Apesar da vasta experiência em competições, o frio na barriga antes da largada persiste, um sinal de que a paixão e a adrenalina de competir continuam vivas. Para ele, o nervosismo não é ansiedade ruim, mas sim a euforia e a vontade de performar, emoções que aprendeu a controlar ao longo dos anos.

Diogo Villarinho: Da Natação Olímpica ao Triathlon Pro no IRONMAN 70.3

A Pressão no Esporte Olímpico vs. Triathlon Profissional

Diogo Villarinho faz uma interessante comparação entre a pressão vivida por um atleta olímpico e a de um triatleta profissional. Na natação olímpica, a vida se resume a uma única chance a cada quatro anos, um ciclo que pode ser extremamente desgastante mentalmente. “A pressão do atleta olímpico ela é diferente”, explica Diogo, ressaltando que, apesar do profissionalismo também exigir alta performance, as múltiplas oportunidades no triathlon mitigam o peso de um único evento. Essa diferença de cenário permite que ex-atletas olímpicos se adaptem bem ao triathlon, aproveitando o alto nível de base e a menor intensidade da pressão pontual.

Mentalidade e Treinamento: A Virada Profissional

A decisão de se tornar triatleta profissional trouxe uma mudança drástica na mentalidade e na rotina de treinamento de Diogo. Após sua carreira na natação, ele buscava uma abordagem mais “leve” para o esporte, sem a obrigação de treinar exaustivamente. No entanto, o compromisso com o profissionalismo exigiu um novo patamar de dedicação. De uma média de 8-20 horas semanais, ele agora dedica entre 30 e 35 horas ao treino, mesmo conciliando com suas responsabilidades como técnico de assessoria.

“Quando eu falei vou virar profissional muda para mim, muda totalmente assim a mentalidade, muda a maneira de ver, muda o jeito de treinar”, afirma. Essa nova mentalidade significa cumprir os treinos rigorosamente, mesmo após um dia exaustivo, algo que não acontecia quando era amador. É o compromisso de um atleta de elite, transformando o hobby em profissão.

Estratégia para o IRONMAN 70.3 Brasília

Com um histórico forte na natação, Diogo Villarinho planeja usar seu ponto forte no IRONMAN 70.3 Brasília. Sabendo que a prova não deve ter roupa de borracha, o que o favorece, sua estratégia é clara: nadar forte e sair na frente para evitar o “bololô” inicial. “Minha estratégia é fazer força, o resto não importa”, declara, focando em sua própria performance. Ele reconhece o alto nível dos competidores e a importância de analisar os adversários, algo que já fazia nas maratonas aquáticas. Contudo, sabe que a prova profissional tem uma dinâmica diferente, onde a vitória é o único objetivo, e não apenas o tempo.

Com o objetivo de entregar seu melhor, Diogo Villarinho encara o desafio do triathlon profissional com realismo e entusiasmo. “Todo mundo que larga no profissional quer ganhar a prova”, ele conclui, sabendo que o caminho será árduo, mas a paixão pelo esporte e a busca pela excelência o impulsionam a cada braçada, pedalada e passada.

Em meio a perguntas rápidas sobre música, ídolos como Michael Phelps e Carlos Jaime, e seu time do coração, o Flamengo, Diogo mostra que, além do atleta focado, há um ser humano com suas paixões e simplicidades, pronto para a próxima batalha na pista. O caminho no circuito profissional é um desafio gigantesco, mas Diogo está pronto para “brincar com a galera” e deixar sua marca.

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