Curated
Voltar S @stemma 3 min de leitura
sports

Ciclismo no Ironman 70.3: regras, hidratação e mecânica

Bruna Mahn orienta triatletas sobre ultrapassagens seguras, cuidados nos postos de hidratação, kit básico e tempos de corte.

Enfrentar os 90 km de ciclismo no Ironman 70.3 exige paciência, atenção às regras e estratégia. Confira as orientações de Bruna Mahn sobre hidratação em movimento, suporte mecânico e tempos de corte.

Os 90 km da etapa de ciclismo no Ironman 70.3 representam uma fatia expressiva da prova e exigem cabeça fria logo na saída da primeira transição. A orientação fundamental é controlar a ansiedade e não queimar a largada: hidrate-se, alimente-se desde o início e ajuste o ritmo de acordo com o planejamento de treino, lembrando que ainda restará uma meia maratona pela frente.

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

Dinâmica de pista e regras de ultrapassagem

Na rodovia, a lógica segue a regra básica de trânsito: pedale sempre à direita e use a esquerda exclusivamente para ultrapassar. Antes de abrir para o lado, olhe para trás para garantir que a pista está desimpedida, conclua a manobra e retorne imediatamente para a direita. Manter a esquerda livre é essencial para a segurança e evita advertências, além de garantir passagem para os atletas profissionais — identificados pelo número de peito amarelo — que podem alcançar o pelotão amador ao longo do percurso.

Um ponto de alerta comum entre estreantes envolve a comunicação verbal. Quando alguém grita "esquerda, esquerda", significa apenas que o atleta está realizando a ultrapassagem pelo seu lado esquerdo; a sua obrigação é manter a trajetória firme à direita, sem desviar bruscamente para onde o outro ciclista está passando.

Ciclismo no Ironman 70.3: regras, hidratação e mecânica

Atenção máxima nos postos de hidratação

Aproximadamente 90% dos incidentes e quedas no ciclismo ocorrem na aproximação e passagem pelos postos de abastecimento. Para evitar colisões, sinalize sua intenção com antecedência, reduza a velocidade e jamais atravesse a pista da esquerda para a direita de forma repentina. A pressa nesse trecho não compensa o risco de perder o controle ou atropelar caramanholas caídas no asfalto, que tornam o piso escorregadio.

Caso você nunca tenha treinado pegar a garrafa em movimento durante a preparação, o dia da prova não é o momento para improvisar. O caminho mais seguro é ultrapassar a área de entrega, encostar com calma à direita, parar totalmente a bicicleta e pedir o apoio do staff. Os voluntários fornecem os squeezes brancos com água ou os squeezes verdes com isotônico/repositor com tranquilidade.

Suporte mecânico e kit de emergência

Embora a organização conte com equipes de mecânica móvel no circuito de 45 km, o atendimento pode demorar caso o profissional esteja prestando socorro a outro competidor. Por isso, ser autossuficiente faz parte da estratégia de prova. Todo atleta deve carregar seu próprio kit com câmara reserva, espátulas e bomba de ar ou refil de CO2.

Mesmo para quem utiliza pneus com tecnologia tubeless, é fundamental levar a bombinha para calibrar o pneu após o selante agir. Ter suas próprias peças garante que o mecânico da prova — ou até mesmo outro atleta solidário — consiga ajudar a resolver o problema mecânico rapidamente.

Controle dos tempos de corte

A etapa de bike possui marcações rígidas de tempo que precisam estar no radar de quem busca completar a prova. O tempo limite acumulado até a segunda transição (T2) é de 5 horas, englobando a natação, a T1 e todo o percurso de 90 km de ciclismo.

Além do limite total, existe um corte intermediário na altura do quilômetro 80 da bike, previsto para cerca de 11h06 a 11h07. O competidor que não cruzar esse ponto de controle dentro do horário estipulado, ou que ultrapassar as 5 horas totais antes da corrida, é desclassificado e impedido de iniciar a meia maratona.

PUBLICIDADE (GAM) — 1250x250

Mais de @stemma