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Alexandre Tingas: Do Ciclismo Elite ao Sub-2h26 na Maratona

Descubra a jornada de disciplina, resiliência e volume que levou o ex-ciclista a se tornar um dos maratonistas amadores mais rápidos do Brasil.

No Café com Tri, recebemos Alexandre Tingas, ex-ciclista de elite que fez a transição para as maratonas. Ele compartilhou como alcançou a marca de 2h25min52seg em Hamburgo e garantiu a vaga no Mundial Master em Tóquio. Uma conversa sobre volume de treino, nutrição e mentalidade vencedora.

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No episódio de hoje do Café com Tri, os anfitriões Sérgio Magalhães e Beto Nitrini (na ausência de Wagner Spadotto) receberam Alexandre Tingas, uma figura inspiradora no mundo do endurance. Tingas, ex-ciclista de elite e hoje um dos maratonistas amadores mais rápidos do Brasil, compartilhou sua incrível jornada. Recentemente, ele cravou um impressionante tempo de 2h25min52seg na Maratona de Hamburgo, garantindo sua vaga para o Mundial Master em Tóquio.

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Da Bike para a Maratona: A Trajetória de Alexandre Tingas

Alexandre Tingas, com mais de 22 anos dedicados ao esporte de alto rendimento, começou sua paixão pelo esporte na natação e bicicross. Após um período de sedentarismo na adolescência, voltou aos treinos pela natação e corrida, mas logo migrou para o ciclismo, onde construiu uma carreira focada em provas de estrada e, especialmente, no contrarrelógio.

Para Tingas, o ciclismo de estrada foi fundamental para desenvolver uma base sólida de endurance. Ele enfatiza as longas horas de treinamento e a repetibilidade exigida pela modalidade. A transição para o ciclismo de velocidade, mesmo com bikes de "speed", foi um processo natural, onde a disciplina e a mentalidade competitiva já estavam enraizadas. “Eu só consigo correr hoje o que eu corro porque eu criei uma base de endurance ao longo desses quase 14 anos de ciclismo”, afirma.

Alexandre Tingas: Do Ciclismo Elite ao Sub-2h26 na Maratona

A Virada para a Corrida e o Volume Extremo

Em 2020, pouco antes da pandemia, Tingas decidiu focar novamente na corrida, inicialmente como um complemento. A facilidade de treinar durante o isolamento fez com que a paixão pela corrida reacendesse. Um exame de VO2 máximo na Care Club revelou seu alto potencial para maratonas sub-3h. O desejo inicial era apenas conseguir índice para Boston, mas logo ele percebeu que gostava de competir contra si mesmo. A partir de 2021, a bicicleta foi completamente deixada de lado para focar 100% na corrida, um verdadeiro "8 ou 80".

Sua estratégia para a Maratona de Hamburgo, sob a orientação do treinador Rogério Ramos, foi baseada em um volume de treino extremamente alto. Em 9 meses, ele acumulou 5.506 km. O ciclo específico de 6 meses não teve nenhum mês com menos de 600 km. Uma semana típica incluía:

  • Segunda, Quarta, Sexta e Domingo: Rodagens leves de pelo menos 20km.
  • Terça-feira: Treino intervalado (ex: USP).
  • Quinta-feira: Fartlek.
  • Dobradinhas: De segunda a quinta, ele fazia uma segunda sessão de 10 a 12 km no período da tarde, totalizando até 32 km em um dia.
  • Longos de Sábado: Incluíam blocos em ritmo de prova, simulando a intensidade da maratona.
  • Super Quarta: Semanalmente (ou quinzenalmente), rodagens de 2 a 2,5 horas em baixa intensidade, atingindo 28-30 km, para construir ainda mais resistência e volume.

Nutrição, Recuperação e Resiliência Mental

A nutrição de Tingas é pautada em "comida de verdade": carnes magras, ovos, legumes, vegetais e arroz branco. Ele evitou grãos e pães integrais, optando por pão francês. Para a alta performance, ele cortou açúcar e álcool por longos períodos, percebendo que o álcool é inflamatório e um gatilho para desandar o treino. Durante a prova de Hamburgo, sua estratégia nutricional envolveu 88g de carboidratos por hora, principalmente géis da Z2 sem palatinose, e 1.200mg de sódio, adaptando-se às condições climáticas.

Na recuperação, Tingas prioriza a escuta do corpo, usando a sensação física em vez de se prender rigidamente a pace ou frequência cardíaca. Ele faz exercícios de elasticidade e mobilidade diariamente, além de usar o gelo e sauna na Contrast Club, que, segundo ele, melhoraram sua capacidade respiratória, frequência cardíaca e resistência ao calor. O uso de terrenos variados (grama, terra) e esteira em segundos períodos também contribui para a prevenção de lesões.

Sua mentalidade foi forjada pelas experiências. Após erros em maratonas como Boston, Buenos Aires e Floripa devido a problemas gastrointestinais, ele aprendeu a adaptar sua nutrição. “No esporte a gente mais perde, mais erra do que a gente ganha ou acerta, e a mágica tá em você pegar o erro e o dia ruim e tirar isso como lição”, diz Tingas. A confiança, sem arrogância, e o trabalho mental são cruciais. “Queria ser atleta, eu queria viver igual eu vivia no ciclismo, regrado”.

O Futuro: Tóquio e Além

O próximo grande objetivo de Alexandre Tingas é o Mundial Master em Tóquio, em março do ano que vem, onde pretende baixar ainda mais seu tempo de 2h25min. Ele reconhece a necessidade de uma adaptação fisiológica, buscando ficar mais leve. Além da maratona, Tingas enfatiza a importância de manter a velocidade em distâncias mais curtas, como 5 km e 10 km, como base para a maratona. Atualmente, ele está estudando Educação Física, com o objetivo de unir estratégia e conhecimento técnico ao seu universo esportivo.

A história de Alexandre Tingas é um lembrete poderoso de que a paixão, aliada à disciplina e a uma estratégia bem definida, pode levar a resultados extraordinários. Sua mensagem final é clara: “Ame o processo. O processo ensina mais que a jornada e que o resultado.” Independentemente dos números, o amor pelo esporte é o que o mantém em movimento, construindo e evoluindo.

Você pode acompanhar Alexandre Tingas em seu Instagram: @alexandre.tingas, e conhecer seus apoiadores: Z2 (suplementação), Contrast Club (terapia de contraste), Coros (relógios) e Berberine (suplementos para longevidade).

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