Alexandre Stocco projeta Ironman 70.3 Curitiba e foco na elite
Paranaense detalha adaptação ao profissional, impacto da altimetria na bike e estratégia para abrir o calendário.
Em entrevista na cobertura do Ironman 70.3 Curitiba, Alexandre Stocco avaliou sua transição para o pelotão profissional e os desafios do percurso paranaense. O atleta explicou como o ciclismo com altimetria exige cautela para dosar energia na corrida.
Abrindo o calendário nacional de provas, o Nubank Ultravioleta Ironman 70.3 Curitiba recebe nomes de peso do triatlo brasileiro. Entre eles está o paranaense Alexandre Stocco, natural de Ponta Grossa, que chega para a disputa com a vantagem de conhecer o relevo da região e o objetivo claro de consolidar sua trajetória entre os profissionais.
Transição para a elite e visão a longo prazo
Após estrear na categoria profissional no segundo semestre do ano anterior — com participações nas etapas do Rio de Janeiro, São Paulo e Florianópolis —, Stocco utilizou as primeiras provas como laboratório de aprendizagem. A adaptação envolveu entender a logística da elite, a rotina de treinos e as respostas do corpo a exigências mais intensas.
Com planos de permanecer e evoluir no circuito profissional pelos próximos cinco a seis anos, o triatleta busca construir consistência. Além de competir, ele atua como treinador em sua cidade natal. A rotina exige autonomia: enquanto divide algumas séries de natação com seus alunos, a maior parte das sessões longas de ciclismo e corrida é cumprida em treinos solo.
Ciclismo com altimetria e impacto direto na corrida
Para a etapa de Curitiba, a altimetria no percurso de ciclismo surge como o principal divisor de águas frente a provas tradicionalmente mais planas do circuito brasileiro. Conhecendo a topografia local por treinar em Ponta Grossa e realizar reconhecimentos prévios na capital, Stocco alerta que o desgaste na bicicleta ditará as trocas de posição no trecho a pé.
Segundo o atleta, pedalar forte em um trajeto com subidas pode elevar o ritmo da corrida em cerca de 10 segundos por quilômetro em relação ao planejado. A chave para brigar no pelotão da frente e buscar o top 5 reside no controle: dosar a intensidade na bicicleta, manter a nutrição em dia e não se afobar para conseguir encaixar uma corrida sólida até a linha de chegada.