Humildade na gestão e o impacto social na rotina executiva
José Eduardo Ferreira discute o peso das viagens corporativas, a colaboração em vendas e o papel do terceiro setor.
José Eduardo Ferreira reflete sobre as exigências da rotina de liderança, a importância da humildade na área comercial e a atuação em causas sociais.
José Eduardo Ferreira, VP regional de vendas da Twilio para a América Latina, abordou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, os bastidores da rotina de liderança corporativa, o papel da humildade na gestão de equipes comerciais e o envolvimento com projetos no terceiro setor.
A discussão integra um episódio dedicado à gestão e aos canais de comunicação corporativa. No vídeo acima, é possível acompanhar o diálogo completo e os detalhes práticos compartilhados sobre a dinâmica entre departamentos e a participação em iniciativas comunitárias.
Rotina corporativa e equilíbrio pessoal
A rotina em cargos de liderança costuma exigir uma agenda densa de deslocamentos e compromissos. Ao comentar as viagens frequentes a trabalho e o impacto na rotina familiar, Ferreira pontuou a importância de manter uma postura positiva diante das exigências do cronograma executivo.
"Se você vai viajar e eu não também não sou, né, de novo, eu falei que não sou padre, não sou freira, nada. Pô, domingo à noite ou sábado à noite, semana retrasada, eu fui para uma viagem de exterior de trabalho. Sábado à noite, eu falei, cara, me deu uma depressão saindo de casa aqui, minha esposa falou para mim, não, cara, meu, aproveita, bicho, vai lá, almoça com a com a galera, né, vê coisa nova", afirmou Ferreira.
Humildade e integração entre áreas
No ambiente comercial, Ferreira destacou que equipes de alta performance mantêm a humildade como pilar central de atuação. O alinhamento interno exige compreender que a área de vendas depende do funcionamento harmônico de toda a organização, e não de um protagonismo isolado.
"Nós que eu fiquei em vendas a vida inteira. Eu vi muito profissional e falei assim: 'Não, eu que trago eu que trago dinheiro aqui para a companhia, então todo mundo precisa tratar bem'. Nunca, não é assim. Não não é assim mesmo", explicou Ferreira ao tratar do relacionamento entre setores.
Para Ferreira, a meta de vendas é o resultado de uma engrenagem voltada à entrega final para o consumidor: "Talvez não seja vender, é um é um é uma consequência ali, mas se o seu consumidor final estiver satisfeito, ele vai estar colocando dinheiro dentro da sua empresa e você vai estar reinvestindo esse esse dinheiro, seja nos seus colaboradores, quanto também no né, desenvolvendo para o produto e tudo mais, né, devolvendo inclusive para os para os acionistas, que também é importante".
Atuação no terceiro setor e reinvestimento
Além das atribuições no setor corporativo, Ferreira atua como embaixador da organização social São Paulo Vira o Jogo. Ferreira ressaltou que entidades sem fins lucrativos precisam de profissionalização e estrutura adequada para atrair e reter talentos capazes de gerar impacto sustentável.
Citando o diálogo com André Soli, presidente da ONG, Ferreira explicou a necessidade de investimentos na equipe interna: "Tem uma galera que toda ONG tem que reinvestir o dinheiro, né, das doações no próprio time. Porque se eu tiver uma pessoa de marketing ruim numa numa ONG, o que que vai acontecer? Essa pessoa não vai querer ficar, não vai estar engajada".
Ferreira também reforçou que o compromisso comunitário exige organização para disponibilizar tempo útil, independentemente da carga de trabalho: "Eu também meu dia a dia aqui é tecnologia, mas quando eu me aposentar, eu quero, de fato, trabalhar no terceiro setor, eu quero ajudar as pessoas aí. Olha, óbvio, vai ter tecnologia envolvida, mas eh, o giveback é importante aqui, cara".