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AI slop no LinkedIn e por que a autenticidade virou ativo

Luiz D'Elboux analisa a saturação de textos gerados por inteligência artificial e aponta limites para a automação de conteúdo.

A proliferação de conteúdos automatizados no LinkedIn levou a rede a testar ferramentas contra o chamado AI slop. Em conversa no Marketing - The Podcast, Luiz D'Elboux explica como a automação excessiva prejudica a reputação profissional e por que a opinião própria continua insubstituível.

Luiz D'Elboux, conselheiro e advisor para empresas de SaaS, analisou, em conversa com Bruno Gimenes no Marketing - The Podcast, o impacto do chamado AI slop na produção de conteúdo para redes profissionais, com foco nas dinâmicas recentes do LinkedIn. O debate parte do movimento da própria plataforma para permitir que usuários sinalizem publicações com características de conteúdo genérico gerado em massa por inteligência artificial.

Para D'Elboux, o excesso de materiais automatizados desvirtua a proposta de valor esperada em uma rede profissional. No vídeo acima, é possível acompanhar a discussão completa sobre o equilíbrio entre produtividade tecnológica e posicionamento de marca pessoal.

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A perda de autenticidade nos artigos profissionais

Ao avaliar a saturação de textos automatizados no LinkedIn, D'Elboux destaca que a expectativa de quem consome conteúdo na plataforma é encontrar vivências e visões individuais, não apenas compilações impessoais de fatos. Para ele, a padronização linguística da IA torna os textos rapidamente reconhecíveis e cansativos.

"Legal, eu acho que pro LinkedIn, principalmente para artigos longos, né, o que eu espero ver lá, espero ver uma experiência real, né? As palavras da própria pessoa, né, a situação que ela enfrentou, que ela viveu, ou uma análise que ela mesmo fez ali, que ela adiciona o conhecimento, a experiência de vida dela sobre um fato", pontua D'Elboux.

AI slop no LinkedIn e por que a autenticidade virou ativo

O problema central, segundo D'Elboux, vai além do incômodo com textos repetitivos: o hábito de terceirizar a escrita para ferramentas de IA pode atrofiar a capacidade crítica dos próprios profissionais. "E as, e o pior é que as pessoas estão parando de ter opiniões. Por quê? Porque elas usam tanto a AI que elas não conseguem mais formular uma opinião própria sobre algum acontecimento. Isso é um problema que transcende qualquer plataforma, né? É um problema bem sério", afirma.

Os limites entre suporte operacional e autoria

Apesar das críticas à geração integral de artigos opinativos por IA, D'Elboux reforça que a tecnologia tem papéis válidos na rotina de comunicação, desde que aplicada como suporte operacional e não como substituta da autoria.

D'Elboux menciona que utiliza a IA para tarefas como revisão de texto e curadoria automatizada de notícias de mercado por meio de agentes. A automação também se justifica ao desdobrar materiais ricos previamente criados por humanos em formatos menores. "Você tem um e-book sensacional que você quer transformar em vários posts, quer usar uma ferramenta de AI para fazer isso? Beleza, é um conteúdo bom, vai gerar valor para quem vê, né, você transformar esse conteúdo em pequenos snacks ali", explica.

A distinção prática reside na assinatura e na expectativa do leitor: utilizar a automação para processar insumos legítimos difere de delegar a própria voz a um modelo de linguagem, prática que D'Elboux considera contraproducente para quem busca relevância profissional.

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