Triathlon Júnior: brasileiras relatam Mundial em Pontevedra
Maria Clara Borges, Maria Luisa Simão e Gabi Reis detalham os desafios e aprendizados na disputa de elite na Espanha.
Três jovens promessas do triathlon nacional disputaram a prova Júnior do Mundial em Pontevedra, na Espanha. Maria Clara Borges, Maria Luisa Simão e Gabi Reis compartilharam suas experiências, o nível técnico da competição e a rotina de transição internacional.
A nova geração do triathlon brasileiro esteve presente em peso no Mundial de Triathlon em Pontevedra, na Espanha. Na prova feminina da categoria Júnior, o Brasil foi representado por Maria Clara Borges, Maria Luisa Simão e Gabi Reis, que encararam as melhores atletas do circuito internacional em um percurso técnico e de ritmo intenso do início ao fim.
Retorno competitivo e evolução de Maria Clara Borges
Para Maria Clara Borges, que treina nos Estados Unidos pela equipe da Arizona State University, a prova em Pontevedra marcou uma etapa importante de recuperação e progresso. Após passar por uma cirurgia na perna ao longo da temporada, a triatleta comemorou a evolução técnica e a chance de medir forças com a elite da categoria.
Com a temperatura baixa da água exigindo o uso de roupa de borracha, a largada foi caótica, com uma atleta escapada na liderança e pelotões fragmentados atrás. Maria Clara saiu no terceiro grupo da natação, mas conseguiu se juntar ao segundo pelotão durante o ciclismo em um grupo numeroso. No trecho de corrida, com subidas inclinadas e apoio constante da torcida, ela sustentou o ritmo e destacou o abismo técnico entre os torneios continentais e o Mundial.
Estreia de Maria Luisa Simão e recuperação na bicicleta
Estreando em competições deste porte, Maria Luisa Simão sentiu de perto a intensidade das disputas mundiais. Conhecida por ter na natação e no ciclismo seus pontos mais fortes, Malu enfrentou dificuldades para se posicionar na água e acabou perdendo contato com as primeiras posições.
A recuperação veio sobre duas rodas. Trabalhando em conjunto com Gabi Reis, Malu realizou um pedal agressivo para alcançar pelotões intermediários, ultrapassando concorrentes até formar um grupo consistente. Na corrida, superou as próprias expectativas de ritmo, transformando a frustração da natação em aprendizado sobre posicionamento e maturidade técnica.
Gabi Reis destaca intensidade e preparação internacional
Também estreante em Mundiais, Gabi Reis celebrou a oportunidade e a estrutura viabilizada pela Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri), que incluiu blocos de treinos no Sesi e um training camp preparatório em Rio Maior, Portugal, fundamental para adaptação ao fuso horário e rotina europeia.
Na água, a atleta enfrentou o tradicional contato físico das boias internacionais e saiu um pouco atrás do planejado. No ciclismo, a parceria com Malu Simão foi decisiva para neutralizar a desvantagem: as duas lideraram a perseguição até consolidar um pelotão de cerca de 15 competidoras. Na corrida, após uma primeira volta desgastante pela força despendida na bike, Gabi encontrou sua passada na segunda metade do percurso e encerrou a prova motivada para seguir evoluindo no cenário internacional.