Pietra Meneghini avalia preparação para o Ironman 70.3 Curitiba
Triatleta profissional comenta ajustes nos treinos, estratégia no percurso e planejamento para a temporada com foco em Nice.
Vice-campeã do Ironman 70.3 Aracaju, Pietra Meneghini analisa o ciclo de treinos para competir em casa em Curitiba, os desafios do percurso técnico e o planejamento para o Ironman full.
Correndo em casa, a triatleta profissional Pietra Meneghini, vice-campeã do Ironman 70.3 Aracaju, chega ao Nubank Ultravioleta Ironman 70.3 Curitiba com a expectativa alta após um bloco de treinos intenso e contínuo. A preparação começou logo após a confirmação da categoria profissional na prova paranaense, exigindo foco total ao longo das semanas de fim de ano sob orientação do técnico Cris.
Para a atleta, a exigência de competir no próprio quintal eleva o padrão de exigência. O objetivo principal do ciclo foi elevar o patamar físico e técnico em relação à temporada anterior, ajustando o equilíbrio de cargas entre as três modalidades.
Ajustes entre ciclismo, corrida e natação
No ciclo passado, Pietra havia reduzido a ênfase no ciclismo para conseguir subir o nível da corrida. Para o 70.3 de Curitiba, a estratégia foi retomar o volume na bicicleta sem perder o ganho conquistado na etapa a pé, buscando restabelecer a potência no pedal.
Na natação, a atleta aumentou o volume na piscina e colheu respostas positivas nos treinos, ciente de que a transferência do ritmo para as águas abertas durante a prova exige paciência e adaptação contínua.
Calendário mais enxuto e foco no Ironman full
Uma das principais lições trazidas do ano anterior foi a gestão do desgaste físico e mental. No segundo semestre passado, a sequência de quatro etapas sobrecarregou a rotina de treinos e as demandas pessoais em Curitiba. Por isso, o planejamento para a temporada foi reformulado com um número menor de largadas.
O foco principal do ano inclui a transição para a distância full do Ironman, além da preparação direcionada para o Mundial em Nice. A participação em etapas intermediárias, como o 70.3 Rio de Janeiro, dependerá diretamente do tempo de recuperação do corpo após a prova de distância total.
Leitura do percurso de ciclismo em Curitiba
O percurso de ciclismo da etapa curitibana destaca-se pela variação altimétrica e trechos técnicos. Por ser uma atleta de menor porte físico, Pietra avalia que os trechos em rolling hills favorecem suas características em comparação com trajetos totalmente planos, onde a potência absoluta costuma pesar mais do que a relação peso-potência.
O trajeto começa com subidas e descidas roladas, passa por descidas mais técnicas na região da Colônia Cristina e segue para trechos mais rápidos na João Grösel. Habituada a treinar no relevo ondulado da capital paranaense, a triatleta aposta no controle do embalo da bicicleta e na pressão constante nas subidas como fatores decisivos para o desempenho no domingo.