Miguel Hidalgo mira recorde de potência no Ironman 70.3 Curitiba
Focado no circuito mundial de curta distância, triatleta olímpico ajusta a bike de contrarrelógio e compete em casa.
Às vésperas do Ironman 70.3 Curitiba, Miguel Hidalgo detalha as correções na bike TT que eliminaram as cãibras e sua estratégia agressiva de prova. O atleta olímpico também analisa a transição entre o circuito da World Triathlon e o meio Ironman.
A presença de Miguel Hidalgo movimentou os bastidores do Ironman 70.3 Curitiba. Conciliando um calendário internacional apertado na World Triathlon Series (WTS), o triatleta olímpico aproveitou a oportunidade na capital paranaense para competir diante do público brasileiro e testar sua evolução na média distância.
Ajustes finos na bike TT e meta de potência
Para a etapa paranaense, a grande novidade de Hidalgo está na posição e no acerto da bicicleta de contrarrelógio (TT). O atleta vinha sofrendo com cãibras severas no quadríceps em treinos e competições anteriores na modalidade, como no 70.3 de Brasília e no Mundial de Marbella. Após identificar a causa biomecânica e dedicar cerca de 80% da sua base recente aos treinos na TT, o problema foi solucionado.
O setup inclui uma relação de coroa única de 58 dentes combinada com cassete 10-36, além de rodas e cockpit cerca de 200 gramas mais leves. Sob orientação do técnico Ortiz, o plano é acelerar forte na natação e no ciclismo desde a largada, buscando a melhor marca pessoal de potência em uma prova de meio Ironman, com expectativa de fechar o pedal em torno ou abaixo de 2h10.
A dinâmica entre o circuito olímpico e o 70.3
Hidalgo também pontuou as diferenças de exigência entre a curta e a média distância. Enquanto as etapas de WTS impõem estresse imediato na largada com natação agressiva e dinâmica imprevisível no vácuo, o 70.3 exige controle rigoroso de ritmo, hidratação e nutrição.
Na visão do triatleta, a prova longa não perdoa oscilações: se o competidor estiver em um dia ruim, a distância cobra o preço no cronômetro, ao contrário da curta distância, onde a malandragem tática e a posição no pelotão podem compensar momentos de menor rendimento até a corrida.
Temporada, vaga em Nice e foco no título mundial
Apesar de garantir pontuação e eventual vaga para o Mundial de Ironman 70.3 em Nice, Hidalgo reforça que sua prioridade máxima permanece no circuito mundial de curta distância. O grande combustível diário de sua rotina de treinos continua sendo a busca pelo título de campeão mundial da World Triathlon.
Sobre a abertura da temporada internacional, Hidalgo explicou que optou por cancelar o voo para Abu Dhabi devido às incertezas do calendário e instabilidades geopolíticas na região, preferindo manter a segurança e a consistência dos treinos antes das próximas etapas oficiais.