Mariana Andrade projeta Ironman 70.3 Curitiba e percurso técnico
Após cirurgias em 2025, a triatleta chega recuperada para a estreia em Curitiba e analisa o ciclismo desafiador da etapa.
Mariana Andrade chega ao Ironman 70.3 Curitiba 2026 pronta para encarar um dos percursos de ciclismo mais técnicos do circuito nacional. A atleta relembrou a recuperação física após cirurgias em 2025 e avaliou o nível da disputa na elite feminina.
A triatleta profissional Mariana Andrade chega ao Ironman 70.3 Curitiba 2026 vivendo um momento de renovação e consistência física. Depois de uma temporada desafiadora em 2025, marcada por duas cirurgias na coluna no início do ano e uma apendicite que a tirou da etapa de Florianópolis na reta final, a atleta antecipou a preparação para iniciar o calendário de 2026 100% saudável.
Recuperação e foco na nova temporada
O ano anterior exigiu paciência de Mariana. Após se recuperar dos procedimentos na coluna e emplacar uma prova consistente no Ironman 70.3 São Paulo, o quadro de apendicite impediu sua participação na prova em Jurerê, um dos seus principais objetivos em casa. O contratempo acabou servindo de combustível para adiantar o ciclo de treinos, garantindo uma base sólida para a estreia em Curitiba.
Ciclismo técnico e decisivo
Conhecida por sua força no pedal, Mariana realizou o reconhecimento do trajeto e destacou a altimetria e a exigência técnica do circuito paranaense. Para a triatleta, a etapa apresenta um diferencial inédito em provas da marca Ironman no Brasil, com subidas e descidas que tornam a disputa mais justa e seletiva.
A leitura da atleta é que o esforço acumulado nas subidas cobrará um preço alto na transição para a corrida. Em um pelotão feminino de alto nível, onde todas pedalam forte, a estratégia na dosagem de força sobre a bicicleta será o ponto central para definir quem chega com pernas para brigar pelas primeiras posições na meia maratona.
Nível do pelotão e disputa com Pâmela Oliveira
Ao analisar a concorrência na elite, Mariana ressaltou a consistência de Pâmela Oliveira, apontando a regularidade da adversária na corrida como um dos maiores desafios da prova. Mariana relembrou momentos em que conseguiu alcançar e abrir vantagem na etapa de ciclismo, como no 70.3 de São Paulo e no Challenge Itaipu, indicando que buscará novamente impor um ritmo forte sobre duas rodas.
Força mental e presença feminina no esporte
Com a prova marcada para o fim de semana do Dia Internacional da Mulher, Mariana também compartilhou uma mensagem de incentivo para as mulheres que desejam ingressar no triatlo. Treinadora de assessoria esportiva, ela enfatizou que o primeiro passo costuma ser a maior barreira, mas que a resiliência psicológica feminina é um diferencial determinante nos esportes de endurance, compensando as dificuldades do processo com alta tolerância ao esforço físico extremo.