Luma Guillen ressignifica o triatlo e desiste da despedida
Após planejar encerrar a carreira no alto rendimento, a triatleta mudou a perspectiva para seguir competindo com leveza.
Luma Guillen revela como transformou sua relação com o triatlo de alto rendimento. O que era para ser uma prova de despedida virou um recomeço baseado em leveza, consistência e apoio mútuo.
A linha entre a exaustão no esporte de alto rendimento e a paixão pelo treinamento costuma ser tênue. Para Luma Guillen, a disputa do Ironman 70.3 São Paulo tinha sido desenhada originalmente como o ponto final de sua trajetória no triatlo. O desgaste físico, a pressão constante e a falta de apoio vinham pesando a ponto de a atleta considerar um retorno exclusivo à natação ou até mesmo o encerramento da rotina competitiva.
A virada de chave nos treinos em altitude
A perspectiva começou a mudar quando Luma subiu para um período de treinos em altitude. A convivência diária com outros atletas e a rotina pesada de preparação reacenderam o gosto pelo processo. Ao perceber que voltar a ser apenas nadadora não faria tanto sentido naquele momento, Luma optou por ressignificar o triatlo: em vez de carregar o peso da obrigação, decidiu encarar o esporte sob uma ótica mais leve e sustentável.
O incentivo de parceiros como a Fila e o suporte do ambiente ao seu redor foram fundamentais para consolidar a confiança. A boa sensação após a etapa paulista abriu caminho para confirmar a presença no Ironman 70.3 Florianópolis, mesmo ciente de que o ciclo não foi perfeito devido ao tempo em que esteve parada antes da prova anterior.
Competir sem a obrigação da forma perfeita
Para Luma, alinhar no start list sem estar no ápice da forma física faz parte do amadurecimento no esporte. A nova mentalidade prioriza o acúmulo de experiência, a leitura de prova e a liberdade de arriscar estratégias sem o medo paralisante de errar.
Estar feliz e motivada no dia a dia tornou-se o pilar central para sustentar as cargas de treino. Ao desarmar a cobrança excessiva, Luma Guillen transforma cada largada em oportunidade de aprendizado contínuo, provando que a longevidade no endurance depende diretamente do prazer em percorrer o caminho.