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João Victor Maldonado avalia desafios no Ironman 70.3 SP

O triatleta carioca assume o próprio treino, ajusta a natação e mira presença no top 10 da etapa paulista.

Às vésperas do Ironman 70.3 São Paulo, João Victor Maldonado detalha a transição para o autotreinamento e analisa as lições de sua última prova no Rio de Janeiro. O atleta profissional explica a estratégia para diminuir gaps na natação e se posicionar melhor na dinâmica do pelotão.

Diretamente do Rio de Janeiro para a capital paulista, o triatleta profissional João Victor Maldonado desembarcou em São Paulo pronto para alinhar na elite do Nubank Ultravioleta Ironman 70.3 São Paulo. Vindo de uma sequência intensa de treinos após a etapa carioca, o atleta entra na disputa com mudanças significativas em sua rotina de preparação.

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Autotreinamento e novos testes práticos

A principal novidade na preparação de Maldonado para o 70.3 de São Paulo foi a decisão de assumir as rédeas do próprio treinamento. Após um período de trabalho com o treinador Ortiz, o atleta — que é graduado em Educação Física — optou por conduzir os próprios ciclos para colocar em prática conceitos e metodologias que vinha estudando.

Apesar do pouco tempo de transição entre as provas, a experiência serviu como laboratório para testar novas abordagens fisiológicas e táticas. Maldonado afirma que já sentiu respostas positivas na rotina e busca transferir essas adaptações para o dia da competição.

João Victor Maldonado avalia desafios no Ironman 70.3 SP

Lições do Rio de Janeiro e leitura de prova

Ao avaliar sua participação recente no Ironman 70.3 Rio de Janeiro, Maldonado reconhece que a performance ficou abaixo do planejado. Na ocasião, o vento no ciclismo e a perda de contato com grupos na bike cobraram o preço na corrida sob calor intenso, transformando a etapa em uma batalha de pura sobrevivência até a linha de chegada.

Para a disputa em São Paulo, a leitura estratégica ganha peso extra. Em provas da categoria profissional, saber dosar a queima de cartuchos no início do ciclismo para fechar gaps e acompanhar os pelotões intermediários é fundamental. O isolamento no percurso exige desgaste físico muito superior, prejudicando a consistência no trecho final de corrida.

Foco na natação e meta de top 10

Com um start list denso e competitivo, o plano de prova passa diretamente por uma saída de água mais eficiente. Para reduzir o tempo de desvantagem logo na primeira perna, Maldonado realizou trabalhos específicos e presenciais de natação no Rio de Janeiro ao lado do amigo Rodrigo.

Já familiarizado com o percurso paulista por ter competido na edição anterior, o triatleta tem como objetivo se estabelecer no segundo ou terceiro grupo após a natação, mantendo-se ativo na dinâmica da prova para lutar por uma vaga dentro do top 10.

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