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Gabriel Ganme relembra raízes na medicina e infância no esporte

Médico e ultramaratonista conta no XTREMMA Sports como o incentivo familiar e a variedade esportiva moldaram seus hábitos.

Em entrevista ao XTREMMA Sports, Gabriel Ganme recorda os primeiros passos no Clube Monte Líbano e defende a vivência multiesportiva lúdica durante a infância.

A conexão de Gabriel Ganme com a medicina começou muito antes da faculdade. Vindo de uma família proprietária de hospital, com pai e tios atuando na área da saúde, a escolha profissional se deu de forma natural. A imagem do pai saindo cedo de casa, vestido de branco e carregando a valise médica, marcou os primeiros anos da infância e consolidou uma vocação que parecia inevitável.

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O despertar esportivo no Clube Monte Líbano

Se a medicina veio quase por osmose, a prática esportiva exigiu uma iniciativa direta. Com uma mãe voltada à área cultural e sem ligação com atividades físicas, o sedentarismo começou a se manifestar entre Gabriel e seus dois irmãos. Ao perceber o cenário, seu pai — que havia pausado a rotina esportiva devido às exigências do início da carreira médica — resolveu intervir e levou os três garotos para o clube.

No Clube Monte Líbano, Ganme ingressou no PI (Plano de Integração Esportiva), programa voltado à iniciação infantil. O projeto abriu portas para um repertório amplo de modalidades, com destaque inicial para o tênis, esporte pelo qual se apaixonou e praticou por muitos anos.

Gabriel Ganme relembra raízes na medicina e infância no esporte

Vivência multiesportiva e a importância do lúdico

A partir daquele primeiro contato, a atividade física passou a acompanhar Ganme em todas as fases da juventude. Os períodos de férias eram marcados pelo surfe no Guarujá, dividindo espaço com tênis e futsal ao longo do período escolar, antes do mergulho entrar em sua rotina. Com exceção de modalidades que exigiam maior estatura, como basquete e vôlei, a busca por novas experiências esportivas foi constante.

Em conversa com Shubi Guimarães no podcast XTREMMA Sports — episódio que também aborda suas transições para a medicina do mergulho e as ultramaratonas —, o médico destacou que a variedade motora na infância constrói uma base de habilidades essencial para a vida adulta. Para Ganme, a experiência esportiva das crianças precisa ser pautada pelo prazer e pela diversão, alertando contra cobranças excessivas e a especialização precoce que transformam a atividade em uma obrigação estressante.

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