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Fellipe Santos analisa o Ironman 70.3 Curitiba e percurso

Atleta da casa detalha as mudanças no trajeto em Araucária, condições do Passaúna e favoritos ao pódio.

Em entrevista exclusiva à cobertura da Stemma, o triatleta e treinador Fellipe Santos compartilhou a emoção de competir em casa no Ironman 70.3 Curitiba. O paranaense avaliou as recentes alterações no trajeto de ciclismo e apontou os favoritos nas categorias amadora e profissional.

A estreia do circuito Ironman 70.3 em Curitiba tem um sabor especial para Fellipe Santos. Atleta experiente e treinador à frente de dezenas de alunos que largam na prova, ele celebra a chegada de um evento dessa magnitude à capital paranaense. A movimentação na cidade tem sido intensa, mesmo dividindo a atenção do fim de semana com uma grande meia maratona local, refletindo a receptividade da comunidade esportiva curitibana.

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Mudança técnica no ciclismo e segurança em Araucária

Um dos pontos mais discutidos na semana pré-prova foi o ajuste no percurso do ciclismo. Inicialmente desenhado para utilizar uma rodovia com alto fluxo de caminhões e veículos pesados, o trajeto foi redirecionado para a região de Araucária. Para Fellipe, embora o traçado original fosse mais fluido e rápido, a mudança foi fundamental para garantir a segurança dos competidores e a viabilidade a longo prazo da etapa no calendário.

No novo percurso em Araucária, os atletas encontram asfalto de excelente qualidade, tráfego isolado e um visual predominantemente rural, cercado por plantações. O traçado, contudo, é mais travado e acumulado de altimetria, o que deve elevar o tempo de pedal em cerca de 10 minutos em comparação com a estimativa anterior. Para Fellipe, atletas mais leves podem levar vantagem nas subidas, enquanto o trecho final de cerca de 15 quilômetros planos pela Avenida Arthur Bernardes oferece um alívio antes da transição para a corrida.

Fellipe Santos analisa o Ironman 70.3 Curitiba e percurso

Natação no Passaúna e corrida em terreno conhecido

A etapa de natação na Represa do Passaúna deve entregar condições favoráveis aos triatletas. Com água limpa e temperatura amena, a previsão de ventos moderados indica pouca marola na represa. Já a meia maratona acontece dentro do parque onde a assessoria de Fellipe tem base fixa de treinos, um local que ele frequenta desde a infância e conhece detalhadamente cada variação de piso.

Em relação à sua própria prova, Fellipe chega com volume reduzido na corrida após um período de recuperação, somando apenas quatro semanas de treino a pé. O plano é impor ritmo forte na água e na bicicleta para se manter competitivo do início ao fim.

Favoritos nas categorias amadora e profissional

No pelotão amador, Fellipe destaca um start list de alto nível, citando nomes como Guilherme Manocchio, Santiago Ascenço, Guilherme Guido e o jovem Lucas Assenso, a quem aponta como um dos fortes concorrentes à vitória geral amadora devido à agilidade no percurso duro de ciclismo.

Entre os profissionais, o grande destaque apontado é Miguel Hidalgo, cuja superioridade técnica e histórico em provas internacionais o colocam como favorito isolado na disputa masculina, com nomes como Toad e Reinaldo completando a briga pelas primeiras colocações. No feminino profissional, Pâmela Oliveira desponta como forte candidata, ao lado de Pietra Meneghini e Maria Andrade na disputa pelo pódio.

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