Do Investment Banking ao esporte: a trajetória de Rodolfo Morais
Antes de empreender, o executivo vivenciou o boom de IPOs e a criação da área de SAFs e entretenimento na XP.
Rodolfo Morais relembra sua formação em economia no Insper e os anos de atuação no mercado financeiro dentro da XP. O executivo detalha a experiência com IPOs e a estruturação de SAFs no futebol brasileiro antes de decidir empreender.
A trajetória de Rodolfo Morais nos negócios começou bem longe do ecossistema esportivo. Natural de Goiânia, ele desembarcou em São Paulo em 2015, aos 17 anos, para cursar Economia no Insper. Foi durante a graduação que conheceu seu parceiro de projetos e futuro sócio, JP Perpétuo. Enquanto dividiam trabalhos acadêmicos e amizades em comum, Rodolfo já mantinha um objetivo claro: construir carreira no mercado financeiro.
A entrada na XP e os anos de Investment Banking
O ingresso formal no setor aconteceu na XP, na divisão de Investment Banking — área concentrada em fusões e aquisições (M&A) e ofertas públicas de ações (ECM). Rodolfo começou como estagiário em 2019 e assumiu a posição de analista no início de 2020, apenas uma semana antes do decreto de lockdown da pandemia. Toda a fase inicial de aprendizado na mesa de transações ocorreu em regime de home office.
Entre 2020 e 2022, o mercado brasileiro atravessou uma janela histórica de liquidez com um boom de IPOs e ofertas subsequentes. Nesse período, Rodolfo atuou de forma agnóstica, analisando empresas de setores diversos como saúde, educação e mercado imobiliário.
O pioneirismo nas SAFs e na célula de esportes
A virada temática veio com a sanção da Lei da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Enxergando o potencial de um mercado já consolidado na Europa e nos Estados Unidos — onde clubes operam como empresas privadas ou pertencem a fundos de investimento —, a XP estruturou uma frente pioneira de assessoria financeira no esporte, liderada por Pedro Mesquita e Gui Ávila.
Rodolfo migrou gradativamente para essa célula de esportes e entretenimento, participando de negociações de SAFs como Cruzeiro, Botafogo e Coritiba, além da estruturação da Liga Forte União (LFU) para venda de direitos de transmissão. O escopo da área também englobava plataformas de apostas, arenas multiuso e empresas de mídia.
A decisão de deixar o mercado corporativo
Apesar da projeção no setor financeiro, o plano antigo de liderar o próprio negócio com JP voltou à tona. Próximo de assumir novos compromissos pessoais, Rodolfo avaliou que a estabilidade do modelo corporativo dificultaria uma transição tardia. A escolha por assumir o risco e empreender encerrou o ciclo de anos no banco para iniciar uma nova fase profissional.