Djenyfer Arnold detalha impacto do excesso de provas e viagens
Triatleta analisa desgaste da rotina competitiva a cada sete dias e explica por que viajar não substitui a recuperação.
Em conversa no Stemma Sports, Djenyfer Arnold explicou os desafios de conciliar semanas seguidas de competição com treinos de base. A triatleta revelou como deslocamentos exaustivos comprometeram sua recuperação e traçou novos limites para o calendário.
Manter a consistência nos treinos e garantir o descanso adequado é um dos maiores desafios no triathlon de alto rendimento. Em entrevista ao Stemma Sports, a triatleta Djenyfer Arnold detalhou como a sobreposição de viagens longas e competições em finais de semana consecutivos afetou sua rotina de preparação física e recuperação muscular.
A diferença entre ciclos de 15 e 7 dias
Segundo Djenyfer, o planejamento funcionava com eficiência enquanto o intervalo entre as provas era quinzenal. Em uma janela de 15 dias, a dinâmica permitia dois dias de recuperação pós-prova, cerca de oito a nove dias de treinos sólidos com bom volume para manter a base e segurança física, além dos dias de descanso pré-competição. O cenário mudou drasticamente com a entrada de eventos a cada sete dias, ritmo que impede o bloco de carga necessário e sobrecarrega o organismo do atleta.
Viagens longas e a falsa sensação de descanso
Além da proximidade das datas, a logística internacional pesou no desgaste físico. Após passar por eventos em Caiobá, Brasília, Yokohama e Quiberon — onde conquistou a 13ª colocação no sprint —, a sequência envolveu etapas no Chile, Alemanha, Londres e Rio de Janeiro. O deslocamento entre o Chile e a Alemanha, por exemplo, somou 30 horas de viagem.
Djenyfer destacou que o tempo passado em trânsito muitas vezes é erroneamente encarado como repouso, quando na prática gera ainda mais fadiga. Diante do impacto acumulado, a brasileira afirmou que não pretende repetir calendários com sequências tão apertadas, priorizando a integridade física e a qualidade do treinamento.