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Danilo Pimentel analisa Ironman 70.3 Curitiba e foco no pódio

Veterano destaca percurso técnico de ciclismo, foco no volume de corrida e a dinâmica contra Miguel Hidalgo na prova.

Em entrevista antes do Ironman 70.3 Curitiba, Danilo Pimentel avalia a preparação para a abertura da temporada brasileira de triathlon. O atleta detalha os ajustes nos treinos de corrida, a leitura do percurso técnico e a estratégia contra os principais adversários.

A abertura do calendário do circuito Ironman no Brasil coloca o pelotão profissional à prova no Nubank Ultravioleta Ironman 70.3 Curitiba. Entre os competidores da elite, Danilo Pimentel chega para a disputa com foco total em converter o ritmo de treinos em um lugar no pódio, buscando um desfecho diferente dos contratempos enfrentados na temporada anterior.

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Balanço e foco no pódio em Curitiba

Ao avaliar o ano anterior, Danilo pontuou que, embora não tenha conquistado um pódio em provas de 70.3, enxergou evolução técnica e chances claras que acabaram escapando por dinâmicas pontuais de corrida — como em Florianópolis, onde liderava a natação e acabou superado pelo grupo que aproveitou a esteira da onda. Para a etapa na capital paranaense, o triatleta aposta na bagagem acumulada para tomar as decisões táticas certas em um trajeto que promete ser seletivo.

O grid profissional em Curitiba conta com nomes de peso, incluindo Miguel Hidalgo, Reinaldo Colucci e Tode, além de jovens talentos como Enzo e Iago. Mesmo com a ausência de peças importantes do circuito como Felipe, Danilo avalia que o cenário segue completamente aberto e que a experiência no triathlon de longa distância será determinante ao longo das três modalidades.

Danilo Pimentel analisa Ironman 70.3 Curitiba e foco no pódio

Rotina dividida e foco no volume de corrida

Após o fechamento do calendário anterior em Florianópolis, Danilo conciliou a rotina de atleta com a capacitação profissional ao concluir o curso de nível dois da World Triathlon — motivo pelo qual optou por não competir em Aracaju. A pausa serviu como um período de transição nos treinos antes de retomar a carga pesada no início do ano.

Com base de treinos em Boulder e passagem por Tucson durante o mês de fevereiro, a preparação para Curitiba foi marcada por uma reformulação na planilha. Danilo priorizou o aumento gradual de volume e consistência na corrida para ganhar eficiência mecânica e proteger tendões e ligamentos, mantendo o ciclismo em um patamar estável para sustentar o rendimento na temporada.

Altimetria técnica e a dinâmica contra Miguel Hidalgo

As características do percurso de Curitiba trazem pontos favoráveis ao estilo de Danilo. A altimetria do ciclismo impõe picos anaeróbios e exigência de VO2, enquanto os trechos técnicos de descida favorecem quem tem histórico no circuito da World Triathlon (antiga ITU). Na corrida, a previsão de elevação de temperatura ao longo da manhã também vai ao encontro de sua aclimatação recente ao calor.

Sobre a dinâmica da prova masculina, Danilo aponta que a presença de Miguel Hidalgo desenha uma perseguição direta desde a natação. Ao contrário de provas anteriores em que pelotões se formaram no pedal, a expectativa em Curitiba é de um ritmo forte e possivelmente solo na ponta, exigindo atenção redobrada dos perseguidores para capitalizar qualquer eventualidade ao longo dos 90 km de bike e na meia maratona final.

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