Dani Castro mira Ironman Brasil e testa ritmo no 70.3 Curitiba
Atleta usa prova paranaense como termômetro para a estreia nos 226 km em Florianópolis e confirma vaga no Mundial de Nice.
Em preparação para seu primeiro Ironman full em Florianópolis, Dani Castro abre a temporada no Ironman 70.3 Curitiba. A triatleta avalia o ciclo de treinos, relembra a recuperação após acidente e destaca a importância da representatividade feminina no esporte.
Abrindo o calendário nacional da temporada, Dani Castro desembarcou no Ironman 70.3 Curitiba com um objetivo claro: usar a prova como um teste de intensidade em meio ao bloco de volume para a sua estreia na distância full. A meta principal do primeiro semestre está marcada para maio, no Ironman Brasil, em Florianópolis.
Ajustes de ritmo e foco nos 226 km
Com o Ironman Florianópolis a cerca de três meses de distância, a rotina de treinos de Dani entrou em uma fase de aumento progressivo de volume. A participação na capital paranaense funciona como um termômetro competitivo para checar a resposta do corpo após o período de descanso do início do ano e colocar um ritmo mais forte na pista antes dos longos decisivos do ciclo.
Da recuperação em Brasília à vaga para Nice
A busca pelos 226 km é um objetivo adiado do ano anterior. Em 2025, um acidente durante a prova de Brasília forçou Dani a interromper o planejamento inicial e adiar a estreia no full. A volta por cima veio no segundo semestre: recuperada da lesão, ela conquistou o quinto lugar na categoria no Ironman 70.3 São Paulo — garantindo vaga para o Campeonato Mundial de 70.3 em Nice, na França — e completou o Mundial de Marbella com um desempenho consistente.
Força e representatividade feminina no triatlo
Competindo no fim de semana do Dia Internacional da Mulher, Dani refletiu sobre sua trajetória desde que iniciou no triatlo, em 2022. Na época, sentia falta de referências femininas jovens na modalidade, lacuna que hoje ajuda a preencher ao incentivar mais mulheres a enfrentarem as distâncias do endurance.
Entre as principais inspirações que moldaram sua caminhada no esporte, Dani destaca nomes históricos como Fernanda Keller, referências da elite como Pâmela Oliveira e, em especial, Bia Neres — cuja imagem competindo em Kona de maiô se tornou um marco pessoal e referência de estilo para suas próprias provas.